

O Conselho de Administração da Braskem aprovou, nesta segunda-feira (24), um pedido de recuperação extrajudicial. A medida visa garantir um ambiente jurídico seguro para a reestruturação das dívidas da companhia.
Fundada em agosto de 2002 pela união de seis empresas dos grupos Novonor (antiga Odebrecht) e Mariani, a Braskem opera diversas fábricas no Brasil, Alemanha, Estados Unidos e México, produzindo resinas termoplásticas e outros produtos para diferentes setores.
A empresa enfrenta dívidas que somam cerca de US$ 10,9 bilhões, ou aproximadamente R$ 56 bilhões, na cotação desta manhã.
“O processo de recuperação extrajudicial é estritamente financeiro e não afeta as obrigações da empresa com fornecedores, clientes e demais stakeholders, que continuam a ser cumpridas normalmente”, afirmou Carlos Augusto Machado Pereira Brandão, diretor financeiro da Braskem.
O pedido de recuperação extrajudicial será protocolado e integra uma estratégia de reestruturação que vem sendo negociada com credores e investidores. Em junho, a Braskem já havia solicitado proteção financeira judicial, que foi aceita pela 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, suspendeu a execução das dívidas por 60 dias, prazo que expira nesta terça-feira (25).



