

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio de 2026 (Enem PPL), destinado a pessoas privadas de liberdade ou sob medida socioeducativa, começam no dia 5 de outubro e vão até 23 de outubro. As inscrições devem ser realizadas pelo responsável pedagógico da unidade em que o candidato se encontra.
As diretrizes para o Enem PPL 2026 estão disponíveis no edital publicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em 26 de agosto. Os candidatos que desejam utilizar os resultados do exame para obter a certificação de conclusão do ensino médio devem informar a intenção e a instituição certificadora ao responsável pedagógico. Os participantes devem ter 18 anos completos até a data da realização das provas e não podem ser concluintes ou egressos do ensino médio.
Durante o período de inscrições, que também se estende de 5 a 23 de outubro, é possível solicitar atendimento especializado para candidatos com condições específicas de saúde, como deficiência visual, física, auditiva, ou outras situações como gestação e idade avançada. O resultado das solicitações para atendimento especial será divulgado no dia 30 de outubro, e os candidatos que tiverem seu pedido negado poderão recorrer entre 2 e 6 de novembro, com o resultado final sendo publicado em 13 de novembro.
Para os treineiros, que participam do Enem PPL para autoavaliação, é importante ressaltar que os resultados não possibilitam a inscrição em programas de acesso ao ensino superior, como Sisu, Prouni e Fies.
As provas do Enem PPL serão aplicadas em unidades prisionais e socioeducativas, com datas marcadas para 15 e 16 de dezembro. As provas são compostas por quatro exames objetivas e uma redação em língua portuguesa, cada uma contendo 45 questões de múltipla escolha. No primeiro dia, os participantes realizarão os testes de linguagens, ciências humanas e a redação, com duração de 5 horas e 30 minutos. No segundo dia, as provas serão de ciências da natureza e matemática, com duração de 5 horas.
O Enem é a principal forma de acesso ao ensino superior no Brasil e, desde 2025, passou a certificar a conclusão do ensino médio para candidatos que atingirem a pontuação mínima nas provas. Além disso, os resultados também podem ser utilizados em processos seletivos de instituições de ensino superior em Portugal que mantêm acordo com o Inep.



