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Produção florestal no Brasil atinge R$ 47,9 bilhões em 2025

Crescimento impulsionado pela silvicultura faz Brasil se destacar como líder mundial na produção e exportação de celulose em 2025

As florestas brasileiras geraram uma produção econômica de R$ 47,9 bilhões em 2025, o maior valor registrado até agora, apresentando um aumento de 6,7% em relação ao ano anterior. Os dados são provenientes da pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, divulgada nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa abrange tanto florestas naturais quanto plantadas, considerando a silvicultura, que diz respeito às áreas plantadas, e o extrativismo, que se refere às áreas naturais. É importante ressaltar que os valores apresentados são em valores correntes, sem ajustes para inflação.

A produção na silvicultura cresceu 8,6% de 2024 para 2025, alcançando R$ 41 bilhões, enquanto a extração vegetal registrou uma queda de 3,1%, totalizando R$ 6,9 bilhões. Desde o final da década de 90, a silvicultura tem se destacado cada vez mais, representando 85,6% da produção total em 2025, com apenas 14,4% vindos da extração vegetal.

Desde 2019, o valor econômico da silvicultura cresceu 165%, impulsionado por avanços tecnológicos. Em 2025, as florestas plantadas ocuparam uma área de 10,4 milhões de hectares, equivalente ao tamanho de Pernambuco, sendo 78,6% desta área composta por eucalipto, árvore de rápido crescimento e essencial para a indústria de celulose.

O Brasil é o maior produtor e exportador de celulose do mundo desde 2022, quando superou o Canadá, com uma produção de 22,2 milhões de toneladas em 2025, um aumento de 12,7% em relação ao ano anterior. No entanto, o valor das exportações de celulose caiu para US$ 10,2 bilhões, uma redução de 3,9% em um ano, devido ao excesso de oferta global e à desaceleração do consumo na China.

O município de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, destacou-se em 2025, registrando uma produção florestal de R$ 1,8 bilhão, mais que o triplo do que foi produzido no ano anterior. Minas Gerais liderou a produção estadual, com R$ 9,2 bilhões, representando 22,5% da produção nacional e destacando-se como o maior produtor de carvão vegetal do país.

A pesquisa também revelou que produtos alimentícios geraram R$ 2,2 bilhões, com metade desse valor proveniente da colheita de açaí, especialmente no Pará, onde 66,7% da produção nacional foi registrada. A erva-mate, com R$ 562,3 milhões, figurou como o segundo produto não madeireiro mais relevante, sendo 88,4% da produção originária do Paraná.

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