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Dólar fecha setembro a R$ 5,17 com leve queda de 0,15% no mês

Dólar recua levemente em setembro com influência de inflação dos EUA e cenário eleitoral, enquanto bolsa brasileira registra alta significativa

O dólar comercial fechou o pregão desta quarta-feira com queda de 0,76%, cotado a R$ 5,174, encerrando setembro com uma baixa de 0,15%. Durante a sessão, a moeda alcançou o valor mínimo de R$ 5,164, uma redução de 0,95%. No terceiro trimestre de 2023, o dólar registrou uma leve alta de 0,23% e acumula uma desvalorização de 5,75% no ano.

A queda da moeda foi impulsionada por dados de inflação nos Estados Unidos, que apresentaram resultados abaixo das expectativas. O índice de preços de gastos com consumo (PCE) teve um aumento de 0,3% em agosto, inferior à projeção de 0,4%, enquanto o núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia, subiu apenas 0,2%, quando a expectativa era de 0,3%. Essas informações diminuíram as chances de novas altas de juros pelo Federal Reserve.

No Brasil, o desempenho da moeda também foi influenciado pelo cenário eleitoral e pela formação da taxa de câmbio no fim do mês. Em termos de mercado, o real teve uma performance favorável entre as principais moedas da América Latina, evidenciando uma maior procura por ativos brasileiros.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, apresentou uma alta de 1,37%, atingindo 186.340,46 pontos. O índice registrou uma máxima de 187.834,97 pontos e uma mínima de 183.879,71 pontos durante o dia. Com o resultado, a bolsa acumulou um aumento de 5,03% em setembro e de 8,32% no terceiro trimestre, resultando em uma valorização de 15,65% desde o início de 2023.

A valorização do Ibovespa foi sustentada predominantemente por ações do setor bancário e outras ligadas à atividade econômica interna. O fluxo de capital estrangeiro também contribuiu para esse desempenho, com uma entrada líquida de R$ 9,569 bilhões de investidores internacionais até o final de setembro, contrastando com a retirada de R$ 18,1 bilhões registrada em agosto.

Os preços do petróleo também fecharam em alta, com a tensão persistente no Oriente Médio influenciando os mercados. O petróleo tipo Brent para dezembro subiu 1,94%, cotado a US$ 98,03 por barril, enquanto o WTI para novembro avançou 1,16%, a US$ 90,42. Em setembro, o WTI teve uma alta acumulada de cerca de 6% e o Brent cerca de 7%.

Além disso, o mercado está atento a potenciais restrições às exportações de diesel pelos Estados Unidos e à extensão da proibição de exportação de combustível pela Rússia até o fim de outubro. Recentemente, um navio-tanque foi atingido por um projétil no Estreito de Ormuz, o que está sendo investigado. Apesar das tensões, a recuperação das exportações de petróleo do Oriente Médio é visível, com produtores ajustando rotas alternativas ao estreito.

Por fim, dados do Departamento de Energia dos Estados Unidos indicam que os estoques de petróleo aumentaram inesperadamente na semana passada, enquanto os estoques de gasolina tiveram uma significativa queda.

* com informações da Reuters

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