Reino Unido implementa monitoramento de dispositivos médicos com inteligência artificial
Reino Unido estabelecerá monitoramento contínuo de dispositivos médicos com inteligência artificial, adotando recomendações para garantir segurança e eficácia


O cenário da saúde no Reino Unido está prestes a passar por uma transformação significativa com a introdução de novos regulamentos que exigirão monitoramento contínuo dos dispositivos médicos baseados em inteligência artificial (IA), mesmo após a sua aprovação. Essa informação foi divulgada nesta terça-feira (6) por Lawrence Tallon, chefe da Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA). Segundo Tallon, essa mudança é necessária devido à complexidade e à evolução dos algoritmos de IA utilizados nos sistemas de saúde.
O governo britânico se comprometeu a adotar todas as 44 recomendações de um recente relatório sobre o processo de aprovação dessas tecnologias emergentes.
Um plano detalhado de implementação será apresentado até a primavera de 2027, com uma versão preliminar já agendada para ser divulgada ainda este ano. Este documento estabelecerá as metas e os prazos para as mudanças em todo o Serviço Nacional de Saúde (NHS).
Com essa iniciativa, o Reino Unido se torna pioneiro no desenvolvimento de regras abrangentes para o uso de inteligência artificial na medicina.
Durante uma entrevista à Reuters, Tallon destacou que a abordagem do Reino Unido tem atraído a atenção de outros países, muitos dos quais buscam aprender com as práticas inovadoras implementadas no país. “Estamos entrando em uma era muito mais sofisticada e complexa da IA como dispositivo médico, na qual temos algoritmos não previsíveis”, explicou ele, referindo-se à capacidade dos sistemas de IA de evoluírem e se adaptarem com o uso clínico.
A MHRA também anunciou que começará a aceitar inscrições para a terceira fase de seu programa “AI Airlock”, que se concentrará na vigilância pós-comercialização e no monitoramento dos dispositivos durante todo o seu ciclo de vida na prática clínica.
*É proibida a reprodução deste conteúdo.



