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Eleitores enfrentam chuva e comparecem em peso aos locais de votação no Rio

Eleitores se mobilizam em dia de votação no Rio, desafiando a chuva e registrando participação tranquila, especialmente entre idosos e novos votantes

Os eleitores do Rio de Janeiro mostraram determinação ao comparecer às urnas, neste domingo (25), mesmo sob chuva. Com quase 12,9 milhões de cidadãos habilitados a votar no estado, sendo 4,9 milhões na capital, o dia marcou o segundo turno das eleições. O movimento começou logo na abertura dos locais de votação, destacando a participação da população.

Com apenas um voto a ser depositado, o processo eleitoral fluiu de maneira mais rápida em comparação ao primeiro turno. Na Universidade Unisuam, em Bonsucesso, que abriga a maior seção de votação da capital, com 13 mil eleitores, o grande fluxo de pessoas foi registrado na manhã, mas a maioria das sessões operou com tranquilidade, sem longas filas.

O casal Tamara Almeida e Eduardo de Andrade decidiu chegar cedo para garantir que votariam sem complicações. Eles relataram uma experiência bem mais tranquila do que a do primeiro turno.

“No primeiro turno, fiquei mais de duas horas na fila até conseguir votar. Agora foram 10 minutos,” revelou Tamara. “Antes estava muito cheio, tinha fila do lado de fora da escola. Estava bem caótico, mas hoje está bem diferente,” completou Eduardo.

Rio de Janeiro (RJ), 25/10/2026 – O eleitor Paulo César da Silva, após votar, no Centro Universitário Augusto Motta (UNISUAM), na zona norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O eleitor Paulo César da Silva, após votar, no Centro Universitário Augusto Motta (UNISUAM), na zona norte do Rio. Foto – Tomaz Silva/Agência Brasil

Paulo César da Silva, que se deslocou de Nova Iguaçu, também fez questão de votar, mesmo apresentando uma lesão na perna. Com uma muleta, ele destacou a facilidade para acessar sua seção eleitoral.

“Não demorei nem um minuto pra votar, a sessão estava vazia. Eu vim pelo direito dos trabalhadores. Sou brasileiro. É mais um voto,” afirmou.

Marcus Vinicius de Andrade, morador do Complexo da Maré, elogiou a oferta de transporte gratuito, que facilitou sua participação. Apesar de seu local de votação ter sido alterado entre os turnos, ele conseguiu votar sem dificuldades.

Rio de Janeiro (RJ), 25/10/2026 – O eleitor Marcus Vinicius Andrade, após votar, no Centro Universitário Augusto Motta (UNISUAM), na zona norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O eleitor Marcus Vinicius Andrade, após votar, no Centro Universitário Augusto Motta (UNISUAM), na zona norte do Rio de Janeiro. Foto – Tomaz Silva/Agência Brasil

Ele comentou sobre sua experiência no primeiro turno, ressaltando as dificuldades enfrentadas devido à mudança de local e a grande fila que encontrou na escola anterior: “Hoje foi bem tranquilo e muito rápido.”

Os mesários notaram um destaque na participação de dois grupos neste domingo: idosos e eleitores que não votaram no primeiro turno, mas compareceram nas seções. Maria das Dores de Lima, 82 anos, é um exemplo. Com a ajuda de uma cadeira de rodas, ela enfatizou a importância de votar: “É muito importante votar. E eu também quero fazer a minha prova de vida do INSS.”

Rio de Janeiro (RJ), 25/10/2026 – A eleitora aposentada Maria das Dores de Lima e sua neta Alexia de Lima indo votar, no Centro Universitário Augusto Motta (UNISUAM), na zona norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Maria das Dores de Lima, de 82, fez questão de participar – Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Sua neta, Alexia de Lima, acrescentou: “No primeiro turno, ficamos receosos de trazer, por causa de toda a movimentação. Mas como hoje está mais tranquilo, decidimos vir.”

Regina Maria Neves, de 79 anos, também garantiu sua presença ao pegar um ônibus de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, até Vila Isabel, na capital, onde vota. Ela aguardou cerca de 30 minutos, sob chuva, até a abertura do local de votação.

“Todo cidadão brasileiro tem que votar. Perdendo ou ganhando, todo mundo tem que vir, porque a nossa opinião importa,” declarou.

Gilberto Adamati, de 73 anos, chegou antes das 8h. “Eu penso que é uma responsabilidade com o país. Estou bem de saúde, então não há porque deixar de vir. Eu soube de uma senhorinha de 96 anos que foi votar em cadeira de rodas. Um exemplo desses, não tem como a gente não seguir.”

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