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PF investiga ataque a vereadora em Montes Claros, confirma diretor-geral

Polícia Federal apura ataque a vereadora Iara Pimentel durante evento político em Montes Claros, destacando gravidade da agressão.

Em um episódio que agravou as tensões políticas nas eleições gerais de 2026, a vereadora de Montes Claros (MG), Iara Pimentel, do PT, sofreu um ataque durante um ato político no último domingo (25). O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, anunciou que a PF irá investigar o incidente após a parlamentar registrar queixa na delegacia da cidade.

Rodrigues confirmou que Iara Pimentel foi ouvida pela polícia, relatando que foi atingida na face por um objeto jogado contra o carro de som onde estava. O incidente ocorreu enquanto ela participava de uma carreata em apoio ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva.

Imagens do ataque estão em posse da polícia e serão usadas na investigação. Rodrigues classificou a agressão como “a ocorrência de maior gravidade” registrada até o momento neste segundo turno das eleições.

Testemunhas afirmaram que apoiadores de adversários políticos da vereadora arremessaram garrafas, tijolos e outros objetos em direção ao veículo. Iara foi prontamente atendida por uma ambulância do Samu, saindo do local ensanguentada. Ela recebeu cuidados médicos, foi submetida a exames e permaneceu em observação antes de receber alta.

Em suas redes sociais, a vereadora denunciou a violência política e de gênero, ressaltando que o ódio e a intolerância representam sérios riscos à democracia. “Não podemos naturalizar nem aceitar esses ataques”, afirmou, exigindo uma investigação rigorosa e a devida responsabilização dos envolvidos.

Contexto Eleitoral

Um balanço divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública indicou que, até as 19h do domingo, 618 ocorrências eleitorais haviam sido registradas em todo o Brasil. Ao menos 57 pessoas foram detidas em flagrante e 152 foram levadas à delegacia. Além disso, a polícia confiscou R$ 1.897 em dinheiro, nove veículos e uma arma de fogo.

As irregularidades mais comuns relatadas incluíram boca de urna (13,3%), propaganda eleitoral irregular (11,3%) e crimes eleitorais diversos (7,6%). Minas Gerais destacou-se como o estado com o maior número de ocorrências, totalizando 91, seguido pelo Rio Grande do Sul (59) e Goiás (48).

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