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Patrulha Maria da Penha supera 135 mil atendimentos a mulheres em sete anos

Patrulha Maria da Penha ganha novas equipes e viaturas, potencializando o atendimento a mulheres em situação de violência no estado do Rio de Janeiro

A Polícia Militar do Rio de Janeiro anunciou a ampliação da Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida, dedicada à proteção de mulheres em situações de violência doméstica e familiar. O lançamento ocorreu durante a formatura de 388 novos soldados na última quinta-feira (29).

Esses novos agentes se juntarão ao efetivo que já realiza um trabalho essencial em campo. Desde sua criação há sete anos, a Patrulha Maria da Penha já atendeu mais de 135 mil mulheres com medidas protetivas e efetuou mais de mil prisões, reforçando a atuação preventiva contra a violência doméstica através do acompanhamento das vítimas e ações de proximidade da polícia.

Com a adição de 24 policiais e a chegada de seis novas viaturas blindadas, a composição das equipes da Patrulha Maria da Penha aumentará de 50 para 56 integrantes, possibilitando um atendimento mais abrangente às mulheres em diferentes regiões do estado.

As novas equipes atuarão em áreas do 10º BPM (Barra do Piraí), 20º BPM (Mesquita), 38º BPM (Três Rios), 39º BPM (Belford Roxo) e 41º BPM (Irajá). Além disso, a região de Itaguaí, sob a supervisão da 4ª Companhia Independente da Polícia Militar, receberá o serviço pela primeira vez, aliviando a demanda sobre a equipe do batalhão de Queimados.

Segundo a Polícia Militar, as seis áreas que serão atendidas concentram 42% das mulheres assistidas pelo programa em todo o estado, somando cerca de 23.423 beneficiárias. Essa ampliação permitirá um aumento nas visitas de acompanhamento e na fiscalização do cumprimento das medidas protetivas.

Entre as cidades com maior demanda, Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, destaca-se com cerca de quatro mil atendimentos. Em seguida estão Barra do Piraí, com 1.874; Três Rios, com 1.640; Belford Roxo, com 1.280; e Irajá, com 1.036 atendimentos.

Os policiais da Patrulha Maria da Penha operam de forma voluntária e passam por uma capacitação específica, que inclui a legislação de gênero, direitos das mulheres, articulação com instituições parceiras e gerenciamento de riscos em situações de violência doméstica e familiar.

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