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Diretora de unidade prisional feminina é detida por desvio de alimentos

Diretora de unidade prisional é presa por desvio de 70 quilos de alimentos destinados a presidiárias e servidores, sem autorização e documentação adequada

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) conseguiu, nesta quinta-feira (22), a conversão da prisão em flagrante de Graça Maria Silva de Souza para prisão preventiva. A diretora do Instituto Penal Oscar Stevenson, localizado em Benfica, na zona norte do Rio, foi detida após uma operação da Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen).

Durante a abordagem policial, foram encontrados aproximadamente 70 quilos de alimentos no porta-malas do carro de Graça Maria. Entre os itens estavam carnes, frango, peixe, linguiça, queijos, frutas, além de óleo, leite, café e achocolatados.

A operação foi desencadeada após uma denúncia que levantou suspeitas sobre a destinação inadequada de alimentos do presídio. Investigação preliminar indicou que todos os produtos estavam sendo transportados sem a devida documentação – não havia nota fiscal, termo de saída, autorização administrativa ou qualquer comprovante legal da retirada.

Graça Maria foi autuada por peculato, crime em que um funcionário público desvia bens a que tem acesso devido ao seu cargo. Logo após o incidente, ela foi exonerada de sua função e um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) foi instaurado pela Polícia Penal.

Durante a audiência de custódia, o MPRJ argumentou em favor da prisão preventiva, enfatizando a necessidade de assegurar a ordem pública diante da gravidade da situação. A condição de Graça Maria como diretora da unidade prisional, além das evidências do desvio de alimentos destinados a detentos e servidores, reforçaram a urgência dessa medida cautelar.

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