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Mortes por falta de oxigênio são investigadas

Problema aconteceu no Hospital de Clínicas e o MP entrou com ação

A Polícia Civil começou a fazer a perícia e investigação sobre o caso de supostas mortes que aconteceram devido problemas no sistema de oxigênio. O caso aconteceu no Hospital de Clínicas, em São Sebastião nesta segunda-feira (8). O Ministério Público entrou com uma ação exigindo a apuração dos fatos.

Segundo a denúncia dois pacientes que estavam internados no local morreram devido à falta de oxigênio, ocasionada por falhas nas usinas que produzem o material no local.

A polícia esteve com peritos criminais no local e analisaram a operação do sistema de oxigênio. Problemas de infraestrutura, com as máquinas que tinham óleo vencido, defeito nos enchedores, além da manutenção ser realizada com intervalos muito grandes de tempo foram apontados como as causas.

Mas os policiais afirmam que o resultado da perícia e o andamento do inquérito não serão divulgados, pois o caso está sob segredo de justiça. O Hospital de Clínicas está sob intervenção da prefeitura. A reportagem procurou a gestão para comentar a ação, mas aguardava o retorno até a publicação.

Entenda o caso

O Ministério Público abriu ação na justiça contra a Prefeitura de São Sebastião para que fosse investigada a morte de dois pacientes na unidade. Na ação, eles ainda pediam que a justiça garantisse que a unidade fornecesse oxigênio aos pacientes. O material é suporte essencial da UTI de COVID-19.

Na denúncia é apresentada parte da conversa entre dois funcionários do hospital, que estariam relatando os problemas com oxigênio. Segundo o texto da ação, a UTI respiratória do Hospital de Clínicas foi criada em abril de 2020 e a equipe técnica teria informado a administração que a rede de oxigênio não daria conta do número de leitos.

Segundo o documento, entre os dias 10 e 11 de dezembro os torpedos de oxigênio não funcionaram e dois pacientes que estavam conectados morreram. O MP ainda aponta que os problemas seguiram até o dia 12 de janeiro.

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