

Morreu nessa sexta-feira (7), em São Paulo, aos 85 anos, um dos grandes nomes da cirurgia plástica do Brasil: o médico Ewaldo Bolivar de Souza Pinto. Ao longo de mais de 50 anos dedicados à cirurgia plástica, ele trouxe grandes inovações nos procedimentos cirúrgicos.
Ewaldo Bolivar estava internado no Hospital Albert Einstein e sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC.) Ele foi cremado, na manhã deste sábado (8), no Cemitério Memorial Necrópole Ecumênica, em Santos.
Nascido em Cajurú, o médico veio para Santos com 11 anos, onde viveu boa parte da vida. Na década de 60, Ewaldo se especializou em cirurgia plástica na Escola Médica de Pós-Graduação Prof. Ivo Pitanguy e construiu uma extensa carreira na área.
O médico foi inovador em técnicas cirúrgicas de contorno corporal (lipoplastia superficial), cirurgia mamária com cicatriz reduzida e cirurgia estética e funcional do nariz (rinoplastia dinâmica). O médico acreditava que a parte psicológica está intimamente ligada a parte cirúrgica.
Ele também foi presidente regional e nacional da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica entre os anos de 1978 e 1981 e secretário para o Brasil da “International Society of Aesthetic Plastic Surgery entre 1986 e 1987.
Ewaldo também era membro do Conselho Deliberativo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, presidente do Capítulo de Estética da Federação Iberolatinoamericana de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva e da Sociedade Internacional de Rinoplastia.
Trabalhos na Baixada
Na Baixada Santista, entre 1977 e 1983, foi o chefe do Serviço de Cirurgia do Centro Cirúrgico do Hospital dos Estivadores de Santos. Ewaldo também foi diretor do curso de Especialização em Cirurgia Plástica da Universidade Santa Cecília.
O médico recebeu diversos prêmios e honrarias em Santos, como o título de Cidadão Santista em 1984, além de troféus e congratulações nacionais e internacionais. Ewaldo foi professor convidado em pelo menos 25 países.
Em 2019, ele lançou a obra ‘Histórias do Bisturi’, escrita pela jornalista e assessora de imprensa Raquel Rojas. O livro reúne relatos de amigos, familiares e pacientes que de alguma forma cruzaram o caminho de Ewaldo.
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