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Policiais são denunciados pelo Ministério Público após executar suspeito desarmado

Processo chegou a ser arquivado, mas acabou sendo reaberto

Foi reaberto pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) o processo de investigação e denúncia contra quatro policiais militares de Guarujá. O motivo foi por causa da execução de um bandido desarmado e também por tentarem matar um comparsa dele. Os policiais também foram denunciados por fazerem uso indevido das câmeras operacionais para tentar evitar a produção de provas, a fim de simular uma legítima defesa.

No último dia 25 de junho, o MP chegou a arquivar o processo, alegando que os PMs agiram em legítima defesa, após atenderem uma ocorrência de roubo a uma casa em Bertioga. No último dia 15 de junho, a perseguição terminou em morte no Guarujá. Dos três bandidos, apenas um não saiu ferido. Dos comparsas, um foi executado e o outro baleado, sem oferecer resistência.

Investigação

Após o caso, a Corregedoria da Polícia Militar resolveu investigar a ação dos policiais. Foram constatadas uma série de ilegalidades cometidas pelos agentes, com auxílio das imagens registradas pelas câmeras operacionais que carregam no corpo.

Quando inocentou os policiais, o Ministério Público não tinha tido acesso às imagens das câmeras, que ao serem analisadas, revelaram, segundo a Corregedoria e nova denúncia do MP, a execução de Kaique de Souza Passos. Ele foi morto com sete tiros, mesmo após ter aparecido nas imagens com os braços erguidos, em sinal de rendição.

Ainda de acordo com a corregedoria, os policiais, no momento dos disparos, obstruíram as lentes das câmeras e simularam uma eventual agressão de Kaique, que sequer estava armado. Ao final, segundo a acusação, uma arma de brinquedo teria sido colocado em posse do bandido.

Antes da morte de Kaique, os PMs haviam rendido um dos bandidos, de 33 anos, em uma passarela. Ele acabou sendo preso sem ferimentos.

Entretanto, um outro envolvido no assalto à casa em Bertioga, de 19 anos, que havia sido atingido por um disparo durante a perseguição, e abordado sem oferecer resistência, foi baleado novamente por um dos PMs no peito.

A situação, conforme o MPSP, é investigada como tentativa de homicídio. Durante a ação, para evitar registrar o disparo, um dos policiais presentes na abordagem correu em direção oposta aos fatos.

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