Vítimas das fortes chuvas no Litoral Norte vão ficar mais um mês em hoteis e pousadas
O Governo de SP firmou uma parceria com os estabelecimentos até o começo de abril, mas ele foi prorrogado


Pelo menos por mais um mês, o Governo de São Paulo vai prorrogar a parceria com pousadas e hotéis de São Sebastião que abrigam os moradores que perderam ou tiveram que sair de suas casas após a chuva. O temporal foi o responsável pela devastação da cidade durante o Carnaval. Ao todo, 65 pessoas morreram no Litoral Norte.
Os desabrigados foram levados para leitos da rede hoteleira no começo de março e inicialmente ficariam hospedados por um mês, mas o governo decidiu estender o prazo enquanto transfere as famílias para uma unidade habitacional em Bertioga e constrói as vilas de passagem.
Segundo o Estado, 870 pessoas estão alocadas em 19 pousadas. A previsão do governo é mantê-las por mais este mês.
Em Bertioga, o Estado disponibilizou provisoriamente 300 apartamentos de uma unidade habitacional para as vítimas da chuva. Até esta segunda, 167 famílias já haviam sido transferidas para o conjunto no Litoral Sul.
Os moradores também devem ser abrigados provisoriamente em vilas de passagem, que tiveram as construções iniciadas na reta final de março nos bairros Topolândia e Juquehy.
Segundo o Estado, a primeira etapa contará com 72 unidades e deverá ser entregue entre 30 e 50 dias após o início das obras. Ao todo serão construídas 144 casas provisórias.
Construções de casas
Além das vilas de passagem, as obras para construção de 704 moradias populares para vítimas da chuva também foram iniciadas. Ao todo, o governo estadual prevê investimento de R$ 93,3 milhões.
As 704 moradias definitivas vão ficar distribuídas em áreas em Maresias e no Baleia Verde:
- Em Maresias serão 186 moradias em um terreno de 12 mil metros;
- No Baleia Verde serão 518 unidades habitacionais em uma área de 39,3 mil metros.
A previsão do governo é que os conjuntos habitacionais no bairro Baleia Verde e Maresias fiquem prontos em até 150 dias.
Uma tecnologia modular chamada ‘wood frame’ será utilizada para comprimir o tempo de construção, que envolve implantação de infraestrutura, estabelecimento das fundações das edificações e construção das lajes.
A Secretaria Estadual de Habitação prevê que cada unidade habitacional definitiva custe R$ 138 mil aos cofres estaduais. O valor de referência não inclui gastos com calçamento e pavimentação, por exemplo.
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