Paralisação surpresa trava São Paulo e afeta mais de 3 milhões de pessoas
Protesto de motoristas por atraso no 13º salário causa recorde de trânsito e leva Prefeitura a suspender rodízio
Uma paralisação inesperada de motoristas de ônibus paralisou parte do transporte público em São Paulo nesta terça-feira (9), afetando 3,3 milhões de passageiros e provocando um dos piores congestionamentos do ano.
Sem aviso prévio, ônibus deixaram usuários nos terminais e retornaram às garagens, o que fez a capital atingir 1.486 km de filas às 19h, o maior índice de 2025 até agora. A Prefeitura suspendeu o rodízio e registrou boletim de ocorrência contra as empresas envolvidas.
O Sindimotoristas afirma que o protesto ocorreu após as viações comunicarem que não cumpririam a promessa de pagar o 13º salário e o vale-refeição das férias até 12 de dezembro. Sem acordo, motoristas cruzaram os braços, afetando terminais como Santo Amaro, Campo Limpo e Dom Pedro II, que registraram longas filas e ônibus parados.
Convocadas às pressas, empresas e sindicato participaram de uma reunião emergencial com o prefeito. Por volta das 21h50, a gestão municipal anunciou que as viações se comprometeram a efetuar o pagamento no dia 12, levando ao fim da paralisação. Caso não cumpram o acordo, a Prefeitura afirma que poderá intervir no sistema e excluir as empresas.
Mesmo encerrado, o protesto deixou reflexos no trânsito, que já estava acima da média devido à chuva e ao acúmulo de veículos em busca de alternativas de transporte. O recorde histórico de congestionamento da cidade, porém, segue sendo o de 9 de agosto de 2024, com 1.510 km.
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