Dólar sobe para R$ 5,17 com alta do petróleo e cenário eleitoral brasileiro

Dólar atinge R$ 5,17 devido à alta do petróleo e incertezas no cenário eleitoral, enquanto Ibovespa registra queda de quase 1%

O dólar comercial encerrou o dia em forte alta nesta quarta-feira (23), valorizando-se mais de 1% e chegando a R$ 5,17, impulsionado pela valorização da moeda americana no exterior, pelo clima eleitoral no Brasil e pela alta dos preços do petróleo. O Ibovespa, por sua vez, apresentou uma queda de quase 1%, fechando abaixo dos 186 mil pontos.

Nos mercados de Nova York, o desempenho foi negativo. Os principais índices fracassaram diante do aumento das taxas de juros dos Treasuries e das tensões no Oriente Médio. O preço do petróleo avançou cerca de 3%, aproximando-se dos US$ 100 por barril.

O dólar comercial à vista atingiu uma máxima de R$ 5,177 durante a sessão, antes de recuar para R$ 5,169 ao final, um ganho de 1,27%. O movimento foi alinhado à valorização do dólar nos mercados internacionais, onde o índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana contra uma cesta de seis divisas, subiu 0,54%, alcançando 101,090 pontos, o maior nível desde julho.

Os dados positivos sobre a atividade econômica dos Estados Unidos, com o índice de gerentes de compras (PMI) avançando para 58,4 em setembro, também colaboraram para a valorização do dólar. Leituras acima de 50 indicam expansão da atividade econômica, o que reforça as expectativas de taxas de juros elevadas por um período prolongado nos EUA, impactando assim os rendimentos dos títulos do Tesouro.

No Brasil, o mercado reagiu a novas pesquisas eleitorais. Apesar do aumento da moeda americana, o dólar ainda acumula uma queda de 5,83% em relação ao real em 2023.

Após duas sessões de alta, o Ibovespa registrou uma queda de 0,86%, fechando em 185.814 pontos, oscilando entre 188.772 pontos e 185.676 pontos durante o dia. O volume financeiro alcançou R$ 29,68 bilhões, refletindo a pressão do ambiente externo sobre os ativos de risco. O índice ainda acumula uma alta de 4,73% em setembro.

Na bolsa de valores de Nova York, o Dow Jones caiu 0,68%, ficando em 51.512,42 pontos. O S&P 500 recuou 0,75%, encerrando em 7.706,39 pontos, enquanto o Nasdaq teve uma baixa de 1,13%, fechando a 26.936,04 pontos. O aumento das taxas de juros e as tensões geopolíticas impactaram especialmente o setor de tecnologia, que é sensível a expectativas de juros altos.

O petróleo voltou a valorizar-se após cinco dias de queda, com o tipo Brent avançando 2,84%, para US$ 98,12 por barril, e o WTI do Texas subindo 1,81%, para US$ 92,16. A falta de progressos nas negociações entre Estados Unidos e Irã e a possibilidade de restrições às exportações de diesel norte-americanas contribuíram para a alta dos preços, embora a Casa Branca tenha negado a existência de planos nesse sentido. Além disso, o Departamento de Energia dos EUA anunciou um incremento nos estoques de petróleo, desafiando expectativas de queda.

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