Dólar encerra setembro a R$ 5,17 com leve queda de 0,15% no mês

Dólar fecha setembro em queda leve, influenciado por dados de inflação dos EUA e fluxo positivo de capital estrangeiro para o mercado brasileiro

No mercado financeiro global, o dólar sofreu uma queda de aproximadamente 1%, encerrando setembro com uma leve desvalorização. Já a bolsa brasileira avançou quase 1,5% no pregão de ontem, acumulando uma alta de pouco mais de 5% no mês. Os movimentos foram impulsionados por dados de inflação nos Estados Unidos que ficaram abaixo das expectativas, reduzindo as expectativas de novas elevações de juros pelo Federal Reserve.

O dólar comercial fechou em R$ 5,174, apresentando uma queda de 0,76%. Durante o dia, a moeda atingiu uma mínima de R$ 5,164, com uma desvalorização de 0,95% por volta das 9h50. No acumulado do mês, o dólar registrou uma baixa de 0,15%, enquanto que no terceiro trimestre, a moeda subiu 0,23%. Em relação ao ano, a desvalorização acumulada é de 5,75%.

O núcleo do índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos, que exclui alimentos e energia, subiu 0,2% em agosto, abaixo da expectativa de 0,3%. O índice de preços de gastos com consumo (PCE) avançou 0,3% no mês, quando se esperava uma alta de 0,4%. Esses números diminuíram as apostas em um aumento de juros em outubro e pressionaram os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA.

No Brasil, o real teve um desempenho positivo em relação às principais moedas latino-americanas, refletindo uma maior demanda por ativos locais, mesmo com a incerteza do cenário eleitoral influenciando os negócios.

O Ibovespa, índice da bolsa brasileira, fechou com uma alta de 1,37%, alcançando 186.340,46 pontos. Durante o dia, o índice oscilou entre 183.879,71 e 187.834,97 pontos. Com esse resultado, a bolsa acumulou uma valorização de 5,03% em setembro e 8,32% no terceiro trimestre. No acumulado do ano, o avanço é de 15,65%. As ações do setor bancário e outros segmentos relacionados à atividade doméstica impulsionaram o índice.

O fluxo de capital estrangeiro também contribuiu para o desempenho positivo da bolsa, com uma entrada líquida de R$ 9,569 bilhões de investidores internacionais até o final de setembro. Em comparação, os investidores retiraram R$ 18,1 bilhões da bolsa em agosto.

Os contratos futuros de petróleo encerraram a quarta-feira em alta, com o Brent para dezembro subindo 1,94%, a US$ 98,03 por barril, e o WTI para novembro avançando 1,16%, a US$ 90,42 por barril. Em setembro, o WTI acumulou alta de quase 6%, enquanto o Brent avançou por volta de 7%. O mercado continua observando as tensões no Oriente Médio, especialmente no Estreito de Ormuz, onde um navio-tanque foi atingido por um projétil, ainda sob investigação.

Apesar das incertezas geopolíticas, as exportações de petróleo do Oriente Médio estão se recuperando, à medida que grandes produtores buscam rotas alternativas ao Estreito de Ormuz. Recentemente, os estoques de petróleo nos EUA aumentaram inesperadamente, enquanto os estoques de gasolina sofreram uma queda significativa, conforme dados do Departamento de Energia americano.

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