Candidatos se adaptam a cancelamento de debate em reta final de campanha
Candidatos a presidente buscam alternativas de campanha após cancelamento de debate pela emissora, utilizando redes sociais e encontros diversos


Os presidenciáveis tiveram uma agenda marcada por lives, entrevistas e atos de campanha nesta quinta-feira (1º). O debate programado pela Rede Globo, que contaria com a participação de Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante), foi cancelado pela emissora, gerando críticas e reações entre os candidatos.
Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara Martins (UP) não tiveram atividades públicas de campanha ao longo do dia. Por outro lado, Wilson Grassi se reuniu com representantes da Missão de Observação Eleitoral (MOE) da Organização dos Estados Americanos (OEA).
Clariana Barão (DC) também participou de uma reunião online com a OEA. Edmilson Costa (PCB) não registrou compromissos públicos de campanha. Flávio Bolsonaro (PL), que havia manifestado intenção de debater, optou por não participar e fez uma transmissão ao vivo pelo Instagram, onde criticou o cancelamento do debate, acusando a Justiça Eleitoral de censura.
Hertz Dias (PSTU) realizou panfletagem no centro de Guarulhos, após uma reunião com o youtuber Chavoso, e também visitou a Unifesp, na região metropolitana de São Paulo.
O destaque do dia ficou com Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que participou de uma entrevista no Flow Podcast, no Palácio da Alvorada. Durante a conversa, Lula abordou a exploração da Margem Equatorial, prometendo usar os recursos obtidos para investimento em educação e falou sobre a necessidade de uma reforma no Judiciário. “Tem que ter mandato [no STF]”, disse, propondo um conselho da sociedade civil para a escolha de ministros do Supremo.
Renan Santos (Missão) esteve em ato em Niterói (RJ), e apesar de uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, que autorizou sua participação no debate da Rede Globo, a emissora decidiu por seu cancelamento. Romeu Zema (Novo) também se preparava para o debate cancelado.


