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Cantareira atinge 41,1% da capacidade e opera em faixa de atenção

Sistema Cantareira melhora sua capacidade de armazenamento, mas permanece sob monitoramento na faixa de atenção com 41,1% do volume útil

O Sistema Cantareira, principal reservatório de água de São Paulo, fechou o mês de setembro com 41,1% de seu volume útil armazenado, o que o coloca na faixa de atenção a partir desta quinta-feira (1). Essa faixa é ativada quando o nível do reservatório se encontra entre 40% e 60%.

Embora o Cantareira tenha enfrentado preocupações com seu nível de armazenamento ao longo deste ano, as chuvas recordes de setembro contribuíram para a recuperação de sua capacidade. Em agosto, o volume útil estava em 32,99%, nível considerado de alerta.

Com a nova classificação, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas) autorizaram a Sabesp, a companhia que gere o sistema, a retirar até 31 metros cúbicos por segundo (m³/s) do reservatório. Anteriormente, durante a situação de alerta, a captação era limitada a 27 m³/s. Em condições normais, pode alcançar 33 m³/s.

As duas agências monitoram diariamente os dados relacionados aos níveis, vazões e armazenamento do Cantareira, conforme estabelecido pela Resolução Conjunta nº 925/2017. Essa norma foi criada após as crises hídricas de 2014 e 2015 e determina que a captação de água seja condicionada ao nível de armazenamento observado no último dia de cada mês.

A resolução categoriza os níveis em cinco faixas: normal (60% ou mais), atenção (entre 40% e 60%), alerta (entre 30% e 40%), restrição (entre 20% e 30%) e especial (menos de 20%). Essas faixas guiam os limites de retirada de água do sistema.

O Sistema Cantareira é composto por cinco reservatórios interligados: Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro, com um volume útil total de 981,56 bilhões de litros. Desde 2018, houve a interligação entre a represa Jaguari, localizada no Rio Paraíba do Sul, e a Represa Atibainha.

Este sistema abastece cerca de metade da população da região metropolitana de São Paulo e também atende a outros usos da água, como o abastecimento de Campinas, nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. Embora todos os reservatórios estejam localizados em território paulista, parte das águas que os abastecem provém de rios sob domínio da União, com nascentes e trechos em Minas Gerais, dentro da mesma bacia.

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