Dólar termina o dia abaixo de R$ 5, marcando a menor cotação desde maio
Dólar encerra em R$ 4,975, a menor cotação desde maio, enquanto Ibovespa passa por leve correção após forte alta na véspera


Nesta terça-feira (6), o mercado financeiro brasileiro vivenciou um dia de ajustes após a euforia do dia anterior, com o dólar recuando para R$ 4,97, o menor nível em quase cinco meses. O Ibovespa, embora tenha fechado em queda de 0,52%, ficou acima da marca dos 200 mil pontos, encerrando o dia em 205.835,29 pontos. Os investidores reagem ao resultado do primeiro turno das eleições, que trouxe otimismo sobre eventuais mudanças na condução econômica do país.
No cenário externo, o dólar também perdeu força, enquanto as bolsas de Nova York registraram avanços e o preço do petróleo fechou praticamente estável.
Principais indicadores
- Dólar à vista: R$ 4,975 (-0,55%);
- Dólar no ano: queda de 9,37%;
- Ibovespa: 205.835,29 pontos (-0,52%);
- Ibovespa em outubro: alta de 10,46%;
- Ibovespa no ano: alta de 27,75%;
- Petróleo Brent: US$ 100,58 (+0,26%);
- Petróleo WTI: US$ 89,44 (+0,01%).
Taxa de câmbio
O dólar comercial registrou uma queda de 0,55%, fechando a sessão cotado a R$ 4,975 — o valor mais baixo desde 12 de maio, quando estava em R$ 4,895. Durante a manhã, a moeda chegou a ser negociada a R$ 4,945, uma queda de 1,14% no seu pior momento.
Com esse resultado, o dólar acumula uma desvalorização de 9,37% em 2026, e nos últimos dois pregões a queda chegou a 4,62%, refletindo um ambiente mais favorável para os ativos brasileiros. A expectativa de mudança no governo está levando investidores a apostarem em uma possível redução do prêmio de risco dos ativos do Brasil.
Externamente, o índice DXY, que mede a força do dólar frente a seis outras divisas, caiu 0,31%, encerrando o dia em 101,848 pontos.
Ibovespa realiza lucros
Após um impressionante salto de 7,85% na segunda-feira, o Ibovespa realizou ajustes e fechou em queda de 0,52%, alternando entre mínimas de 204.725,23 pontos e máximas de 209.522,60 pontos. O volume negociado atingiu R$ 58,06 bilhões. Apesar do recuo, o índice se manteve sólido acima dos 200 mil pontos, e em outubro já acumula um ganho de 10,46%. Considerando o ano, o avanço é de respeitáveis 27,75%.
Essa correção de preços foi vista como um movimento natural de realização de lucros após uma das maiores altas diárias em anos, impulsionada pelos resultados eleitorais.
Petróleo com leve alta
Os preços do petróleo terminaram a terça-feira com pequenas oscilações. O barril do tipo Brent, referência internacional, registrou uma leve alta de 0,26%, fechando em US$ 100,58, enquanto o barril WTI avançou 0,01%, valendo US$ 89,44.
Os investidores se mostram cautelosos frente às tensões geopolíticas no Oriente Médio e à oferta da commodity. O ministro de Energia da Arábia Saudita informou que o Oleoduto Leste-Oeste continuou a transportar 5,8 milhões de barris, apesar da instabilidade na região. O Departamento de Energia dos EUA, por sua vez, revisou suas previsões de preço, projetando US$ 96 por barril de Brent para 2026 e US$ 84 em 2027.
*com informações da Reuters.



