Cubatão

Dino revela relatório de ameaças de assassinato a ministros do STF

Ministro do STF Flávio Dino divulga relatório que revela ameaças de morte contra membros da Corte, evidenciando um aumento da violência online

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, trouxe à tona, nesta sexta-feira (9), um alarmante relatório de segurança que revela milhares de mensagens ameaçadoras publicadas na internet, direcionadas a membros da Corte. Essas mensagens incluem ameaças de agressões físicas e assassinato, evidenciando um clima de hostilidade crescente ao redor das decisões judiciais. Dino compartilhou imagens do relatório em seu perfil verificado no Instagram, chamando a atenção para a gravidade da situação.

“Recebi hoje trechos de um relatório de Segurança do STF mostrando milhares de mensagens no mesmo sentido: ameaças de assassinato e agressões diversas”, destacou o ministro em sua postagem.

Entre as mensagens, uma se destaca pela brutalidade do conteúdo: o autor, cuja identidade foi ocultada, afirma que Dino será “o primeiro a ser fuzilado” por ter “proibido o acesso às armas”. Outra mensagem sugere invadir o STF e fazer com Dino, com o ministro Alexandre de Moraes e o advogado geral da União, Jorge Messias, o mesmo que fizeram com Tiradentes, mencionando execuções em praça pública.

Flávio Dino atribui o ódio expresso nessas mensagens à disseminação de mentiras e desinformação, ressaltando que a discordância com decisões judiciais deve ser resolvida dentro dos limites legais, sem recorrer a discursos de ódio ou a violência. “Se as pessoas não concordam com decisões judiciais, elas podem recorrer aos colegiados competentes. Não precisa matar o juiz que tomou a decisão, nem fazer discursos raivosos incitando perseguições e agressões”, frisou o ministro em sua mensagem no Instagram.

Em resposta a essas ameaças, Dino garantiu que sua atuação no STF não será impactada. “Em nada alterarei a minha atuação profissional, pois nunca minha perna ou minha mão tremeram, nem minha voz se alterou”, declarou, sublinhando, ainda, que é fundamental manter a integridade do Poder Judiciário. “Se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, à vista do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário. Nem Constituição”, ressaltou.

Esse não é um problema recente; desde 2019, os ministros do STF têm enfrentado crescentes ameaças de agressões físicas e até assassinatos, dirigidas não apenas a eles, mas também a seus familiares. Diante desse cenário, em 2019, o ex-presidente do STF, Dias Toffoli, instaurou uma investigação para apurar essas ameaças, dando início ao Inquérito das Fake News, que permanece em andamento.

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