Dólar recua para R$ 4,98 e registra queda de 4,44% na semana
Dólar encerra a semana em queda de 4,44% com cotação abaixo de R$ 5, enquanto a Bolsa brasileira atinge novos recordes históricos


O dólar encerrou a sexta-feira, 9 de outubro, em seu nível mais baixo em duas semanas, com a cotação ficando abaixo de R$ 5 pela segunda sessão consecutiva. A moeda norte-americana registrou uma queda de aproximadamente 0,8% no dia e uma desvalorização total superior a 4% na semana após o primeiro turno das eleições.
A Bolsa brasileira, por sua vez, continua a quebrar recordes. O Ibovespa, principal índice do mercado, avançou 1,4% no pregão, fechando acima da marca histórica de 209 mil pontos, especificamente a 209.066,90 pontos. Além disso, o petróleo Brent superou a barreira dos US$ 100, com um aumento significativo nos preços.
Principais números do dia:
- Dólar comercial: R$ 4,985 (-0,78%);
- Dólar na semana: recuo de 4,44%;
- Ibovespa: 209.066,90 pontos (+1,38%);
- Ibovespa na semana: avanço de 8,82%;
- Petróleo Brent: US$ 104,72 por barril (+0,42%);
- Petróleo WTI: US$ 91,85 por barril (+0,39%).
O dólar comercial à vista foi cotado a R$ 4,985, com uma mínima de R$ 4,977 registrada por volta das 13h. Na primeira semana pós-eleitoral, a divisa acumulou uma queda de 4,44%, enquanto no ano a desvalorização já chega a 9,18%. Este movimento foi impulsionado pela valorização de moedas emergentes e pelas expectativas otimistas dos investidores em relação à política brasileira.
Os investidores também se mantiveram atentos ao índice de inflação publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apresentou uma alta de 0,82% em setembro, com um aumento acumulado de 4,58% nos últimos 12 meses.
No mercado internacional, o índice DXY, que mede o dólar em relação a outras seis moedas fortes, subiu 0,08% durante a tarde.
Ibovespa em alta
O Ibovespa, em um dia marcante, fechou a 209.066,90 pontos, um novo recorde histórico. Durante a sessão, o índice chegou a alcançar 209.713,45 pontos, impulsionado por um fluxo robusto de investimentos em ações brasileiras. Na semana, a alta acumulada foi de 8,82%, destacando a crescente confiança dos investidores em relação ao cenário eleitoral e às perspectivas de política econômica para 2027.
As bolsas de Nova York também apresentaram um desempenho positivo, com o índice S&P 500 subindo 0,60%, mantendo o otimismo para a temporada de resultados corporativos do terceiro trimestre.
Petróleo em ascensão
Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta, acompanhando as preocupações com riscos de interrupção da oferta devido a tensões no Oriente Médio e fatores climáticos adversos que impactam a produção nos Estados Unidos. O barril do tipo Brent para dezembro subiu 0,42%, encerrando o dia a US$ 104,72.
Enquanto isso, o petróleo WTI para novembro registrou uma elevação de 0,39%, cotando-se a US$ 91,85 por barril. Na semana, o Brent acumulou uma valorização de 2,41%, com o WTI subindo 0,81%. A alta nos preços reflete preocupações com a oferta global, exacerbadas pelos conflitos no Oriente Médio e interrupções provocadas por condições climáticas nos Estados Unidos.
* com informações da Reuters



