Brasil amplia fronteiras do agronegócio com a abertura de 700 novos mercados em 2023
Brasil supera 700 novos mercados internacionais para exportações agropecuárias em 2023 e celebra crescimento das vendas para a União Europeia


As exportações brasileiras para a União Europeia (UE) cresceram 30,7% entre maio e setembro deste ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Essa informação foi revelada nesta terça-feira (13) pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante um evento em Brasília. Desde o início de 2023, o Brasil também comemorou a abertura de 700 novos mercados internacionais para produtos agropecuários.
No acumulado dos primeiros nove meses de 2023, as exportações para a UE totalizaram impressionantes US$ 44,17 bilhões, um crescimento de 20% em relação ao mesmo período de 2022.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ressaltou os resultados positivos alcançados a partir do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que proporcionou um aumento de mais de US$ 6 bilhões no comércio bilateral desde sua aprovação e implementação.
“As exportações brasileiras tiveram uma alta de 10,4% em 2023. Desde a implementação do acordo Mercosul-União Europeia, nossas exportações cresceram 30%”, afirmou Vieira.
O acordo, que começou a vigorar provisoriamente em 1º de maio após quase 27 anos de negociações, já mostra resultados significativos.
Expansão Sustentável
Durante o evento, Elias Rosa enfatizou que o crescimento das exportações não se limita apenas ao setor agropecuário. O comércio exterior brasileiro avançou, em média, 10,5%, em meio a um cenário global repleto de tensões geopolíticas e aumento de barreiras comerciais.
O ministro atribuiu esse desempenho à capacidade de expansão das empresas brasileiras e ao trabalho contínuo do governo em promover o comércio exterior. “É a vitalidade do setor privado que impulsiona essa expansão, especialmente no agro”, destacou.
Ainda sobre as relações com os Estados Unidos, Elias Rosa descreveu o atual contexto como “delicado”, mas reafirmou a importância de manter as negociações diplomáticas. “Não abandonaremos o diálogo”, garantiu.
Novos Mercados em Foco
A cerimônia no Ministério da Agricultura e Pecuária, onde foram apresentados os resultados comerciais, também celebrou a abertura de 700 novos mercados internacionais para produtos agropecuários brasileiros desde o início de 2023. Esses novos acessos ocorreram em 99 destinos, resultantes de autorizações sanitárias adequadas.
O ministro da Agricultura, André de Paula, fez uma comparação significativa com a gestão anterior, afirmando que “foram 700 aberturas de mercado contra 241 do governo anterior”. Além disso, ele elogiou o desempenho do agronegócio e projetou fortes perspectivas para a produção nacional.
“Esperamos que a agropecuária represente 29% do PIB este ano, com uma safra de 366 milhões de toneladas prevista para 2026/27”, acrescentou.
Objetivos Ambiciosos
De acordo com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o Brasil exportou US$ 5,8 bilhões para os novos mercados abertos em 2023. A meta da agência é que essas vendas cheguem a US$ 80 bilhões nos próximos quatro anos.
André de Paula também anunciou que o Brasil está em uma disputa acirrada para se tornar o maior exportador mundial de alimentos, com exportações acumuladas de US$ 169 bilhões até o momento, apenas US$ 2 bilhões atrás dos Estados Unidos. “Terminaremos o ano como o maior exportador de alimentos”, afirmou confiante.
Ele ainda destacou os investimentos robustos do governo federal no financiamento da produção rural, incluindo programas que favorecem tanto a agricultura empresarial quanto a familiar através do Plano Safra. “Este governo destinou mais de R$ 610 bilhões para o atual Plano Safra. Nos quatro anos do governo Lula, superamos R$ 1 trilhão em investimentos, evidenciando a importância que damos ao setor agropecuário”, concluiu.
De Paula também mencionou a recente autorização da China para a exportação de miúdos suínos brasileiros, expressando otimismo em relação a mais aberturas de mercado para produtos agropecuários nacionais.



