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Prepare-se para votar: Dicas essenciais para levar sua colinha às urnas

Eleitores são orientados a levar colinha para as urnas após erros que resultaram na anulação de votos em diversas eleições, garantindo precisão na escolha

Imagine passar semanas ou até meses avaliando candidatos para governar seu estado ou país, ponderando propostas e histórias, para ao chegar à urna não se recordar do número que precisa digitar. Essa situação, embora angustiante, é mais comum do que se imagina nas eleições brasileiras.

A tecnologia das urnas eletrônicas transformou a maneira como votamos e contamos os votos no Brasil. Contudo, mesmo esse avanço não substitui a simplicidade e eficácia de uma antiga folha de papel com os números anotados à mão.

O que levar para a urna?

A legislação permite que o eleitor leve uma “colinha” para a cabine de votação, assegurando que o voto seja feito com precisão.

Entretanto, é importante lembrar que o uso de celular é proibido dentro da cabine. Todos os aparelhos devem ser entregues aos mesários antes de você entrar para votar.

Essa restrição se aplica a qualquer dispositivo que possa fotografar, gravar ou transmitir imagens, visando garantir o sigilo do voto e evitar fraudes. Eleitores que se recusarem a devolver o celular podem ser impedidos de votar, e o incidente será registrado pela mesa receptora.

Outro ponto essencial é não se esquecer de levar um documento de identificação com foto.

Embora o título de eleitor não seja obrigatório, ele facilita o processo, indicando a zona e a seção eleitoral. Uma ótima opção é o e-título, aplicativo da Justiça Eleitoral que disponibiliza a versão digital do título.

O e-título também proporciona informações sobre a sua zona e seção eleitoral. É aconselhável conferir, um dia antes da votação, o local de votação atualizado.

Casos no primeiro turno

Durante o primeiro turno das eleições deste ano, muitos eleitores sentiram a falta da colinha.

A atual governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), poderia estar se preparando para um novo mandato, não fosse o engano de milhares de eleitores que confundiram seu número e anularam o voto. Ela segue na disputa do segundo turno com o candidato Leandro Grass (PT).

No dia 4 de outubro, 26 mil eleitores do DF digitavam 22, número do PL, partido de Flávio Bolsonaro. Como o PL não tinha candidato ao governo distrital, os votos foram anulados, enquanto o número da candidata do PP é 11.

No Rio de Janeiro, Eduardo Paes, apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acabou sofrendo um revés. Dados das urnas mostram que cerca de 204 mil eleitores inseriram o número 13, acreditando que estivessem votando nele, quando na verdade deveriam ter digitado 55. Sem candidatos do PT na disputa pelo Palácio da Guanabara, esses votos foram contabilizados como nulos, resultando na vitória de Douglas Ruas (PL) ainda no primeiro turno.

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