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MPSP implementa SmartSampa no combate ao crime organizado em São Paulo

Ministério Público e Prefeitura de São Paulo colaboram para usar o sistema SmartSampa na luta contra o crime organizado e a violência contra mulheres

Em uma iniciativa inédita, o Ministério Público de São Paulo e a Prefeitura da capital firmaram um acordo para integrar o sistema de monitoramento por câmeras, o Smart Sampa, ao combate ao crime organizado e à violência contra as mulheres.

Os acordos técnicos, assinados na última terça-feira (27), permitirão que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) utilize essa infraestrutura para auxiliar investigações e promover ações de prevenção e repressão ao crime. Este contrato terá a duração de 12 meses, podendo ser prorrogado conforme necessário.

Luiz Fernando Bugiga Rebellato, promotor de Justiça do Gaeco, destacou durante a coletiva de imprensa que o Smart Sampa representa uma significativa oportunidade para melhorias nas investigações policiais. “Desde a nossa primeira visita ao Smart Sampa, percebemos o grande potencial dessa estrutura que a Prefeitura implementou, não apenas para a identificação de criminosos, mas também para o policiamento preventivo e o monitoramento de alvos específicos”, afirmou.

Além do combate ao crime, a nova parceria também se destina a reforçar ações contra a violência de gênero. O Núcleo de Gênero do Centro de Apoio Operacional Criminal (CAOCrim) utilizará o sistema para informar homens que possuem restrições judiciais e estão proibidos de se aproximar de suas companheiras ou ex-companheiras. A abordagem será conduzida por uma equipe da Guarda Civil Metropolitana (GCM). Segundo o MPSP, cerca de 40% dos homens sujeitos a essas medidas não conseguem ser localizados, o que torna essa ação crucial. Este convênio terá uma vigência de 60 meses, também podendo ser estendido.

Atualmente, a cidade conta com uma rede de 58 mil câmeras, com a previsão de aumento de mais 20 mil equipamentos nos próximos meses, conforme anunciado pela prefeitura.

Na semana passada, um incidente de vazamento de informações do sistema chamou a atenção, após um acesso indevido por um operador. A prefeitura esclareceu que o caso foi isolado e não representa uma falha de segurança.

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