

A administração do governo do Estado do Rio de Janeiro demitiu 6.145 servidores comissionados desde março de 2026, representando uma redução de mais de 6 mil cargos em comissão entre um total de 14.340 existentes. A medida deve resultar em uma economia de R$ 221 milhões até dezembro deste ano.
Segundo informações da gestão, muitos dos funcionários exonerados eram considerados “fantasmas”, pois nem sequer possuíam acesso aos sistemas do Estado, como o SEI, e apareciam apenas uma vez por mês para assinar a folha de ponto. Até o momento, foram feitas 2.496 novas nomeações, mas a economia financeira considera apenas os cargos que estão vagos.
Novas exonerações estão previstas à medida que as auditorias em andamento no Gabinete de Segurança Institucional e na Controladoria Geral do Estado forem finalizadas. As nomeações realizadas no primeiro escalão desde março são, em sua maioria, de servidores de carreira, com todas sendo avaliadas pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI). As decisões buscam a preservação do erário e a gestão responsável e eficiente dos recursos públicos.
Além das exonerações, o governo também reduziu o número de secretarias de 32 para 28 por meio da fusão de algumas pastas. A gestão interina do desembargador Ricardo Couto começou em 23 de março de 2026, após a renúncia do governador Cláudio Castro, que decidiu concorrer a uma vaga no Senado Federal.
No dia seguinte à renúncia, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornou Castro inelegível, e no dia 2 de junho, o plenário do TSE ratificou a decisão, com um resultado de 5 votos a 2, estabelecendo um período de inelegibilidade de oito anos, que se estende até 2030.



