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Ribeirão Preto Implementa Projeto de Saúde Mental nas Escolas para Alunos do Ensino Fundamental

Ribeirão Preto inicia projeto de saúde mental nas escolas visando prevenção de violência e promoção do bem-estar emocional

Alunos do 6º ao 9º ano de escolas públicas de Ribeirão Preto começarão a participar, a partir de 31 de agosto, de sessões quinzenais de saúde mental, que ocorrerão dentro das salas de aula. O objetivo da iniciativa é combater a violência, o bullying e a segregação nas escolas. O projeto é uma ação conjunta das secretarias municipais de Saúde e Educação, em colaboração com a Associação Assistencial Dona Nair Manoelina de Oliveira, fazendo parte do programa “Promoção de Saúde Mental e Desenvolvimento Socioemocional nas Escolas”.

O secretário municipal de Saúde, Mauricio Godinho, destacou a importância do projeto, afirmando que, após a criação do primeiro pronto-atendimento de saúde mental 24 horas do país, a próxima etapa é levar esse cuidado às escolas, prevenindo crises antes que se instalem.

A ação começará na EMEF Domingos Adilson Canesin, localizada no bairro Santa Cruz, e na EMEF Professor Paulo Freire, no Jardim Heitor Rigon. Segundo o psicólogo Marcus Vinícius Santos, responsável pelos Serviços de Saúde Mental da Secretaria Municipal da Saúde, o número de casos de transtornos mentais cresceu consideravelmente desde o início da pandemia.

A metodologia utilizada é baseada no Grupo Comunitário de Saúde Mental, uma abordagem desenvolvida em parceria com a Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto desde 1997 e já implementada em várias cidades do Brasil e no exterior. Nas escolas, as atividades centrais serão os Saraus Comunitários, onde os alunos, em grupos de até 50 minutos, poderão compartilhar experiências por meio de música, filmes, livros e outras manifestações culturais.

Esse formato visa estimular o diálogo e desenvolver habilidades como autoconhecimento, empatia, cooperação e cidadania. Adicionalmente, o projeto buscará criar um ambiente escolar mais acolhedor, promovendo o respeito às diferenças e diminuindo comportamentos de violência. Também estão previstos encontros periódicos com pais, professores e outros membros da comunidade escolar.

Com a estimativa de realizar entre 300 e 350 grupos ao longo de dez meses, espera-se lograr uma redução de pelo menos 20% nos sintomas de ansiedade e depressão entre os participantes, medidos por escalas que serão aplicadas antes e após a intervenção. Um evento final será direcionado à apresentação dos resultados coletivos do projeto. A iniciativa está em consonância com as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que inclui o desenvolvimento socioemocional no currículo escolar desde 2020. A seleção das escolas participantes será feita pela Secretaria Municipal da Educação.

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