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Estudo inédito assegura sustentabilidade do Aquífero Guarani para abastecimento de Ribeirão Preto até 2050

Estudo revela que Aquífero Guarani pode garantir abastecimento sustentável em Ribeirão Preto até 2050 com novas gestões

Um estudo inédito sobre o Aquífero Guarani apontou que a água subterrânea de Ribeirão Preto poderá sustentar o abastecimento da cidade até pelo menos 2050, desde que a exploração do manancial seja realizada com planejamento e monitoramento constantes. Os resultados da pesquisa foram apresentados pela Secretaria de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (SAERP) durante uma reunião do Comitê da Bacia Hidrográfica do Pardo, realizada no dia 2 de setembro.

Coordenado pelo geólogo Ricardo Hirata, especialista internacional na área, o estudo, intitulado “Aquífero Guarani para o Futuro de Ribeirão Preto – Capacidade Máxima, Resiliência e Sustentabilidade”, analisou a capacidade do aquífero para atender a demanda atual da população e um possível aumento de 50% na captação. A pesquisa concluiu que a capacidade sustentável do manancial é de 9 metros cúbicos de água por segundo, volume suficiente para suportar o crescimento da cidade nas próximas décadas.

O prefeito Ricardo Silva destacou a importância do diagnóstico, que proporciona um olhar seguro para o futuro hídrico da cidade. “Estamos falando da água que vai abastecer nossos filhos e as próximas gerações. Pela primeira vez, temos um diagnóstico tão completo e ferramentas científicas que podem orientar as decisões da cidade”, afirmou.

Os resultados reforçam a ideia de que Ribeirão Preto deve continuar utilizando o Aquífero Guarani como sua principal fonte de abastecimento, mas com uma nova abordagem de gestão a partir de 2035. Recomendações incluem a redução gradual das captações nas áreas centrais, a implantação de novos poços em regiões mais adequadas e a utilização de sistemas de monitoramento.

O estudo também revelou um problema histórico: a concentração elevada de poços na região central causou o rebaixamento do nível da água em algumas áreas. Medidas já implementadas desde 2006 ajudaram a mitigar os impactos, mas novos dados indicam a necessidade de uma modernização na exploração do aquífero. Cenários simulados mostram que a redistribuição das captações para áreas periféricas pode melhorar a preservação do manancial a longo prazo.

O trabalho também resultou em um banco de dados abrangente sobre o Aquífero Guarani e ferramentas avançadas de monitoramento, permitindo que o abastecimento seja planejado com uma visão de longo prazo. O relatório completo estará disponível no site da SAERP.

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