

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira (15) para que a investigação que envolve o ministro Alexandre de Moraes não seja julgada juntamente com o pedido de apuração da conduta de Mendonça na relatoria das investigações sobre o Banco Master.
A votação ocorre em meio a um debate sobre a possível relação de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Mendonça, que foi relator do caso do Banco Master, solicitou a investigação contra Moraes, levantando a questão sobre a inclusão das supostas irregularidades cometidas por ele.
Até o momento, o placar está em 4 votos a 2 a favor de que os casos sejam examinados na sessão marcada para quarta-feira (23). O julgamento prossegue com a coleta dos votos restantes. Os ministros Kássio Nunes Marques e Dias Toffoli se declararam impedido e suspeito, respectivamente, e não participarão da votação.
A discussão no plenário foi iniciada por Gilmar Mendes, que levantou uma questão de ordem para que se analisem as supostas irregularidades atribuídas a Mendonça. Mendes também argumentou que o caso deveria ser redistribuído entre os membros do tribunal, em vez de continuar sob a relatoria de Edson Fachin.
A investigação ganhou destaque no dia 1° de setembro, após informações da Polícia Federal revelarem que Vorcaro se comunicou com um número de celular atribuído a Moraes. O ex-banqueiro teria enviado cerca de 50 mensagens para esse número antes de sua prisão, em 17 de novembro do ano passado.
Durante a tramitação do caso, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que também foi mencionado nas mensagens, solicitou a anulação do relatório da PF que documentou essas comunicações. Em sua manifestação ao STF, Gonet argumentou que Mendonça agiu ilegalmente ao investigar Moraes, ao aprofundar a investigação sobre o caso Master com foco nas mensagens entre o ministro e o ex-banqueiro.
O julgamento continua a ser acompanhado de perto, refletindo as tensões políticas e jurídicas em torno das investigações no STF.



