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Taxa de desemprego atinge 5,3% em agosto, menor nível desde 2012

Desemprego cai para 5,3% em agosto, revelando maior ocupação e recordes em carteira assinada e contribuição à previdência no Brasil

A taxa de desemprego no Brasil, referente ao trimestre encerrado em agosto, ficou em 5,3%, a menor registrada para este período desde 2012, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O instituto também relatou recordes em várias categorias, incluindo o número de trabalhadores ocupados, carteira assinada, massa salarial e contribuições para a previdência.

Esse resultado representa uma queda em relação ao trimestre anterior, que apresentou taxa de 5,6%, assim como em comparação ao mesmo trimestre de 2022, que também foi de 5,6%. A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda destacou que o desempenho está alinhado às expectativas do mercado.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (29) na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. A pesquisa revelou que, no trimestre até agosto, 103,5 milhões de pessoas estavam ocupadas, o número mais alto já registrado, com um aumento de 0,8% em relação ao trimestre anterior, o que corresponde a mais 774 mil trabalhadores.

O levantamento indicou que os setores que mais contribuíram para esse crescimento foram a indústria, que aumentou 2% (265 mil novas vagas), e a construção, com um crescimento de 4,1% (306 mil novas vagas).

O total de empregados com carteira assinada atingiu 39,5 milhões, também um recorde. A população desocupada ficou em 5,8 milhões de pessoas, uma redução de 4,6% em comparação ao trimestre anterior, resultando em 281 mil desocupados a menos.

A população desalentada, que inclui aqueles que desistiram de procurar emprego por acreditarem que não encontrarão trabalho, somou 2,4 milhões, número estável em relação ao trimestre anterior e 11,9% inferior ao mesmo período em 2022.

A taxa de informalidade, que mede a proporção de trabalhadores não registrados, foi de 37,5%, abrangendo 38,8 milhões de indivíduos, um leve aumento em relação ao trimestre anterior, que era de 37,3%. Trabalhadores informais são aqueles sem carteira assinada, autônomos e empregadores sem CNPJ, que não têm acesso a benefícios como seguro-desemprego e férias.

O rendimento mensal médio dos trabalhadores subiu para R$ 3.777, em comparação a R$ 3.752 do trimestre anterior. A massa salarial totalizou R$ 385,6 bilhões, um recorde, apresentando um crescimento de 1,4% em relação ao trimestre anterior e de 4,8% em um ano.

Além disso, o número de trabalhadores contribuindo para a previdência social atingiu 68,5 milhões, o maior número já registrado. Isso significa que, de cada 100 trabalhadores, 66,2 fazem contribuições, garantindo acesso a benefícios como aposentadoria e pensão por morte.

A pesquisa do IBGE analisa o mercado de trabalho de pessoas com 14 anos ou mais, abrangendo todas as formas de ocupação, tanto formal quanto informal. Para ser considerada desocupada, a pessoa deve ter buscado ativamente uma vaga nos 30 dias anteriores à pesquisa, que abrange 211 mil domicílios em todo o Brasil.

Historicamente, a menor taxa de desemprego já registrada pela Pnad foi de 5,1%, no último trimestre de 2022. Em contraste, a maior taxa, de 14,9%, ocorreu durante a pandemia, nos trimestres encerrados em setembro de 2020 e março de 2021.

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