5º Leilão do Eco Invest mobiliza quase R$ 50 bilhões em investimentos sustentáveis
Leilão do Eco Invest Brasil registra R$ 49,95 bilhões em propostas para investimentos sustentáveis, elevando total mobilizado a quase R$ 200 bilhões


O Eco Invest Brasil alcançou um marco significativo em seu quinto leilão, ao homologar R$ 49,95 bilhões em propostas para investimentos verdes. Estas propostas, provenientes de seis cadeias produtivas, refletem uma demanda total expressiva de R$ 181,3 bilhões, apresentada por instituições financeiras participantes. A validação desse resultado foi feita pelo Comitê Executivo do Eco Invest Brasil na última quarta-feira (7), com a presença dos Ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
Os recursos obtidos serão alocados em fundos voltados para inovação, crédito corporativo e projetos de pesquisa aplicada, além de iniciativas de empreendedorismo tecnológico.
Números do Leilão
- R$ 49,95 bilhões: investimentos homologados;
- R$ 181,3 bilhões: demanda total apresentada pelos bancos;
- Seis: cadeias produtivas contempladas;
- Seis: instituições financeiras participantes;
- R$ 13,2 bilhões: capital público catalítico (fundos que incentivam outros projetos);
- R$ 250 milhões: mínimo previsto em doações no primeiro ano;
- 3,8 vezes: cada R$ 1 investido pelo Tesouro gera R$ 3,8 em recursos privados.
Instituições Selecionadas
Os grandes bancos que participaram do leilão incluem Banco do Brasil, Bradesco, Citibank, HSBC, Itaú e Santander. Ao final da rodada, quatro instituições foram escolhidas para estruturar os projetos:
- Bradesco: circularidade de resíduos minerais, fertilizantes verdes e química verde, com R$ 28,5 bilhões;
- Itaú: automação e inteligência artificial, com R$ 9,75 bilhões;
- Santander: minerais críticos, baterias e mobilidade elétrica, com R$ 6,5 bilhões;
- HSBC: combustíveis verdes avançados, biogás e biometano, com R$ 5,2 bilhões.
Dentre as cadeias produtivas, a circularidade de resíduos destacou-se, concentrando a maior fatia de investimento, com um total de R$ 11 bilhões. Logo atrás estão os fertilizantes verdes e bioinsumos, que atraíram R$ 9 bilhões, seguidos por biomateriais e química verde, com R$ 8,5 bilhões, e automação com inteligência artificial, que somou R$ 9,75 bilhões.
Capital Público e Inovação
Do montante de capital público catalítico, R$ 9 bilhões serão destinados a fundos de inovação, enquanto R$ 4,2 bilhões se concentrarão no crédito corporativo. Este mecanismo busca usar recursos públicos para reduzir riscos e incentivar a entrada de capital privado, criando uma estratégia de blended finance que amplia a disponibilidade de recursos sem depender exclusivamente do rendimento público.
A alavancagem do leilão teve um resultado positivo, de cerca de 3,8 vezes. Isso significa que, para cada R$ 1 de investimento público, quase R$ 4 adicionais em capital privado e público poderão ser mobilizados. Além de financiar os fundos e as linhas de crédito, os bancos selecionados serão responsáveis por alocar recursos em projetos não reembolsáveis para pesquisa aplicada e empreendedorismo, prevendo no primeiro ano aportes de pelo menos R$ 250 milhões para universidades e centros de inovação.
Avanços do Eco Invest Brasil
O Eco Invest Brasil foi criado como parte do Plano de Transformação Ecológica, visando atrair investimentos, tanto nacionais quanto internacionais, para iniciativas de desenvolvimento sustentável. Nos primeiros quatro leilões, o programa já havia mobilizado mais de R$ 140 bilhões, e, com o resultado atual, o total acumulado se aproxima da marca de R$ 200 bilhões.
Considerado uma das principais plataformas de financiamento climático do Brasil, o programa combina recursos públicos com incentivos para atrair investimentos de longo prazo, reforçando seu papel na transição ecológica do país.



