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Brasil redobra esforços de combate ao sarampo diante de aumento de casos nos EUA e nas Américas

Ministério da Saúde intensifica vacinação e monitoramento para evitar surto de sarampo no Brasil após aumento de casos nas Américas e EUA

Com o aumento alarmante dos casos de sarampo nos Estados Unidos e em outros países das Américas, o Ministério da Saúde brasileiro está intensificando o monitoramento da doença em território nacional. Atualmente, os EUA estão enfrentando a maior epidemia de sarampo em mais de três décadas, sendo que mais de 90% das pessoas infectadas não estavam vacinadas ou tinham sua situação vacinal em aberto.

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) revelou que, desde o início de 2026, países como Guatemala, México, Peru e Canadá concentram mais de 95% dos casos confirmados na região. No Brasil, até o dia 5 de outubro, foram contabilizados 52 casos importados da doença: 41 em São Paulo, 10 no Amazonas e um no Rio de Janeiro.

O Ministério da Saúde informo que equipes de saúde estão realizando busca ativa, investigações epidemiológicas e monitoramento de contatos. Além disso, o bloqueio vacinal foi intensificado em áreas de grande movimentação pública, com a vacinação sendo disponibilizada em locais estratégicos.

Apesar da ocorrência de casos importados, o Brasil ainda é considerado livre da circulação endêmica do sarampo. O histórico recente do país revela que em 2019 houve mais de 20 mil casos, levando à perda da certificação de eliminação do vírus. Contudo, em novembro de 2024, a Opas restaurou essa certificação após a interrupção da transmissão sustentada.

Nos últimos anos, entre 2023 e 2025, 85 casos da doença foram confirmados, sem registro de óbitos. Dados do Ministério da Saúde mostram que a cobertura vacinal das 16 vacinas do calendário infantil aumentou, com uma redução de 86% no número de crianças não vacinadas, conforme informações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Em 2025, a cobertura da primeira dose da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, alcançou 93,10% no Brasil, sendo 94,39% em São Paulo e 89,54% no Amazonas. O Ministério da Saúde ressalta que a vacina é fundamental para a prevenção e está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). As famílias são orientadas a atualizar a caderneta de vacinação de seus filhos, caso estejam com doses em atraso.

Aumento nas coberturas vacinais e vigilância ativa são essenciais para proteger a população e evitar que casos importados resultem em nova circulação sustentada do vírus no Brasil, concluiu a pasta.

Estratégias de Vigilância

Em 2026, quatro grandes mobilizações de vacinação resultaram em mais de 3,8 milhões de doses aplicadas em São Paulo e cerca de 192 mil no Amazonas. O foco da imunização foi reforçado em diversas cidades, incluindo a capital paulista, Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André, com ênfase em busca ativa e acompanhamento de contatos.

Além disso, a estratégia de vacinação inclui a chamada “dose zero” para crianças de 6 a 11 meses e 29 dias, disponível como um reforço às vacinas previstas aos 12 e aos 15 meses. Na região de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, as medidas de combate ao sarampo foram intensificadas após a confirmação de casos importados, envolvendo vacinação, investigação de casos suspeitos e apoio das equipes federais.

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