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Ceagesp instala estrutura provisória para apoiar vítimas de incêndio

Ceagesp cria espaço provisório para comerciantes afetados por incêndio enquanto trabalha na reconstrução do pavilhão MFE-A que será finalizado em 2027

O pavilhão MFE-A da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), que foi devastado por um incêndio em setembro, terá um novo espaço para os trabalhadores e comerciantes a partir de 16 de outubro. A nova estrutura, que ficará a uma quadra do local original, será protegida por duas tendas galpão.

Com uma área reduzida de 4,8 mil metros quadrados, em comparação aos 6 mil m² do pavilhão anterior, 124 comerciantes poderão centralizar seus atendimentos novamente. No entanto, até lá, eles estão operando em condições precárias, ao ar livre e expostos a intempéries, como calor intenso e chuvas. Essa situação tem comprometido a circulação de caminhões e dificultado a exposição das mercadorias nas lojas vizinhas.


São Paulo (SP), 07/10/2026 - Obras no CEAGESP após incêndio. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
São Paulo (SP), 07/10/2026 - Obras no CEAGESP após incêndio. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

São Paulo (SP), 07/10/2026 – Obras no Ceagesp após incêndio. Foto – Paulo Pinto/Agência Brasil

De acordo com a comissão de comerciantes, as vendas caíram em cerca de 50% desde o incêndio. Os comerciantes só voltarão a pagar taxas à administração após a entrega do novo pavilhão, o qual deve permanecer em construção até setembro de 2027.

O pavilhão MFE-A, que fazia parte de um complexo com 52 estruturas e era um dos mais antigos do Ceagesp, tinha uma história de tradição, com comerciantes que atuavam há mais de quatro décadas, muitos deles continuando os negócios de famílias que estão no local desde a década de 1960. Apesar do espaço menor, espera-se que a nova configuração permita a instalação de contêineres refrigerados e banheiros, melhorando a infraestrutura para os comerciantes.

“A ideia é construir uma estrutura moderna, com um pé direito mais alto e espaço adequado para diferentes tipos de comércio, além de uma plataforma que minimize o risco de perdas em inundações futuras”, explicou Luiz Silveira Rangel, Diretor Técnico Operacional do Ceagesp. Ele também ressaltou a importância de discutir o projeto junto aos comerciantes, que conhecem as necessidades do dia a dia.

Demolição e Desafios Logísticos

A demolição da antiga estrutura começou na semana passada, e a remoção dos entulhos e peças metálicas deve ser concluída em até 60 dias. No local, muito metal retorcido pode ser encontrado, resultado da destruição do pavilhão que não era de alvenaria, e ainda há restos de frutas como cocos e melancias, assim como documentos das empresas, que estão sendo retirados conforme a segurança for garantida.

A logística de abastecimento tem sido um grande desafio, pois o projeto dos pavilhões é antigo e não considera os padrões de caminhões atuais. Com o espaço reduzido disponível, essa dificuldade se intensificou. A previsão é que um estacionamento provisório seja instalado na área do pavilhão destruído em dezembro, enquanto o processo para a construção do novo pavilhão avança.

Os destroços e resíduos orgânicos estão sendo devidamente separados e encaminhados para aterros sanitários ou reciclados, na busca por manter a ordem e a higiene do complexo.

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