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Pix atinge marca de 1 bilhão de chaves cadastradas no Brasil

Sistema de pagamentos instantâneos brasileiro alcança 1 bilhão de chaves cadastradas, refletindo crescimento expressivo no uso do Pix

O sistema Pix, de transferências instantâneas, alcançou a impressionante marca de 1 bilhão de chaves cadastradas no Brasil, conforme divulgado pelo Banco Central (BC). No dia 30 de setembro, foram contabilizados 1,008 bilhão de registros, um aumento significativo em relação aos 998 milhões em agosto. Desde o final de 2022, quando o total era de 920 milhões, cerca de 80 milhões de novas chaves foram adicionadas à plataforma.

Entretanto, é importante destacar que o número de chaves não reflete a quantidade de usuários individuais do sistema. A média atual mostra que existem aproximadamente 170 milhões de clientes, tanto pessoas físicas quanto jurídicas, o que resulta em quase seis chaves por cliente considerando os dados disponíveis.

Dos chaves registradas, a grande maioria, 956,7 milhões, pertence a pessoas físicas, enquanto 51,2 milhões são de empresas, segundo o BC.

Vale ressaltar que mais da metade dos cadastros corresponde a chaves aleatórias, uma opção que oferece maior privacidade, permitindo que os usuários recebam transferências sem precisar expor seus dados pessoais, como CPF, telefone ou e-mail.

Veja a distribuição das chaves cadastradas:

  • Aleatórias: 526,8 milhões (52,3%);
  • Celulares: 166,3 milhões (16,5%);
  • CPF: 153,9 milhões (15,4%);
  • E-mails: 144,6 milhões (14,3%).

Como funcionam as chaves Pix

As chaves Pix são identificadores atrelados a contas bancárias, facilitando o envio e recebimento de dinheiro de forma rápida. Os usuários podem registrar seu CPF, CNPJ, número de celular, endereço de e-mail ou uma chave aleatória gerada pela instituição financeira. Enquanto pessoas físicas têm a possibilidade de cadastrar até cinco chaves por conta, as empresas podem registrar até 20. Cada chave deve estar vinculada a uma única conta.

O processo de cadastro e gerenciamento é feito através do aplicativo ou do internet banking da instituição financeira. É importante notar que a chave Pix não é obrigatória; transfers também podem ser realizadas utilizando os dados bancários do destinatário ou recursos como o Código QR.

Volume de transações

O crescimento do número de chaves Pix é acompanhado por um aumento nas transações. Em setembro, o Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) processou 7,1 bilhões de operações, movimentando cerca de R$ 3,2 trilhões.

O SPI atua em tempo real, processando transferências entre diferentes instituições financeiras. Para operações dentro de uma mesma instituição, a liquidação pode ser feita internamente, sem a necessidade de passar pelo sistema do Banco Central.

Segurança dos cadastros

A chave aleatória possibilita que os usuários recebam valores sem expor dados pessoais. Mas, mesmo assim, a recomendação é que os usuários verifiquem a identidade do destinatário antes de confirmar qualquer transferência.

Em uma iniciativa de segurança, em novembro de 2025, o Banco Central anunciou que estava considerando estratégias para permitir o bloqueio da criação de novas chaves não autorizadas, como uma medida adicional para prevenir fraudes.

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