

Desde sua inclusão no Sistema Único de Saúde (SUS), o exame molecular para rastreamento de HPV em mulheres já registrou 9.904 resultados positivos para HPV de alto risco, associado ao câncer de colo do útero.
Introduzido no SUS em 2023, o teste DNA-HPV é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 2013 e substitui o tradicional exame Papanicolau. A inovação traz como principal benefício a capacidade de detectar a presença do vírus antes que ele cause lesões pré-cancerígenas, fator crucial na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer cervical.
Um estudo realizado pelo Centro de Atenção à Saúde Integral da Mulher da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) revelou que o novo exame permite diagnosticar o câncer de colo do útero com uma antecipação de 10 anos. Enquanto a média de rastreamento pelo Papanicolau é de 49,3 anos, a detecção pelo teste molecular ocorre, em média, aos 39,6 anos.
Atualmente, 26 estados brasileiros já adotaram o novo protocolo. O Espírito Santo, que ainda não implementou a mudança, deve disponibilizar os testes até o final deste ano, de acordo com informações do Ministério da Saúde (MS).
Conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil poderá registrar aproximadamente 19,3 mil novos casos de câncer de colo do útero anualmente até 2028. Esse tumor é o terceiro mais comum entre as mulheres no país, mas se identificado precocemente, apresenta taxas de cura superiores a 95%.



