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Modelo do SUS para enfrentar mudanças climáticas será apresentado na COP31

Brasil apresentará modelo do SUS para adaptar a saúde às mudanças climáticas na COP31, destacando investimentos significativos e novas iniciativas

O Brasil apresentará suas iniciativas de adaptação do Sistema Único de Saúde (SUS) em relação às mudanças climáticas durante a 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP31, que ocorrerá em Antália, Turquia, de 9 a 20 de novembro.

Brasília (DF) 04/11/2026 O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante coletiva sobre a preparação do Brasil para a COP31, na Turquia, e as ações do país para fortalecer a resiliência climática na saúde.

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante coletiva sobre a preparação do Brasil para a COP31, na Turquia, e as ações do país para fortalecer a resiliência climática na saúde. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o evento será uma oportunidade para discutir adaptações no SUS, que visam tornar as unidades de saúde mais acolhedoras e resilientes aos impactos das mudanças climáticas. “A crise climática é, sobretudo, uma crise de saúde pública. Mobilizar a sociedade em torno da saúde é essencial para fomentar ações que evitem e adaptem nossas estruturas às mudanças climáticas“, destaca o ministro.

Dentre as ações a serem apresentadas, o Brasil destaca investimentos de R$ 9,8 bilhões até 2035 no programa AdaptaSUS, que prevê a criação de 2.795 unidades básicas de saúde resilientes e a entrega de 4.056 novas ambulâncias do SAMU. Além disso, o programa inclui a instalação de 783 soluções de água potável em Terras Indígenas e a implementação de 20,8 mil cisternas nas regiões semiáridas do Nordeste e Sudeste.

A Força Nacional do SUS, criada em 2011, será apresentada como um modelo eficaz de assistência em resposta a emergências. Nos últimos quatro anos, 25 estados do Brasil receberam apoio com 2.423 profissionais, resultando em 86.918 atendimentos. A missão mais expressiva ocorreu no Rio Grande do Sul após as enchentes de 2024, envolvendo 763 profissionais que realizaram 29.019 atendimentos.

Adicionalmente, cinco novas bases da Força Nacional do SUS foram criadas para descentralizar o atendimento, agora alcançando as cinco regiões do país. Até o final do ano, novas bases estarão operacionais em Recife, Fortaleza, Campo Grande e Belém.

Outra iniciativa significativa será a introdução dos Centros de Informação em Saúde e Clima (CISCs), que monitorarão dados de qualidade do ar, água e variações climáticas, preparando o sistema de saúde para possíveis efeitos adversos. “O entendimento dos impactos regionais do El Niño, por exemplo, é crucial para a preparação e resposta adequadas”, complementa Padilha.

Agenda Internacional

De acordo com o ministro, o Brasil também reforçará sua cooperação internacional e os debates sobre financiamento climático, por meio da participação no Grupo Baku, coalizão que reúne países presidentes das últimas COPs – Brasil, Azerbaijão, Egito, Emirados Árabes Unidos e Reino Unido. A Austrália e a Turquia também se uniram à coalizão, que já realiza atividades prévias à COP31.

Outra contribuição do Brasil para a agenda climática será o Plano de Ação em Saúde de Belém, lançado na COP30, voltado para fortalecer a saúde em populações vulneráveis. Em apenas um ano, a iniciativa conquistou o apoio de 40 países e mais de 50 organizações, resultando em mais de 60 ações desenvolvidas.

Financiamento

Além de apresentar suas ações, o Brasil busca avançar nas discussões sobre financiamento internacional para o Plano de Ação em Saúde de Belém. Na COP30, foram anunciados US$ 300 milhões para promover melhorias na saúde da população. O governo brasileiro proporá novas iniciativas de universidades e organizações sociais focadas no monitoramento da qualidade do ar e na melhoria dos sistemas de saúde.

A expectativa é que durante a COP31 sejam discutidos novos financiamentos, além da divulgação de um documento orientativo que auxiliará outros países na busca por recursos junto a agências internacionais e bancos de fomento, promovendo a adaptação de seus sistemas de saúde.

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