Operação nacional desarticula esquema de fraudes e resulta em 34 prisões
Polícia Civil desmantela esquema de fraudes eletrônicas em operação que resultou em 34 prisões e apreensão de bens ilícitos em todo o país


Uma intensa operação realizada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul resultou na prisão de 34 pessoas, suspeitas de envolvimento em uma organização criminosa dedicada a fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. Batizada de “Operação Fortuna Reversa”, a ação ocorreu na quinta-feira (5) e se estendeu por dez estados e o Distrito Federal.
Das 34 detenções, 32 foram oriundas de mandados de prisão preventiva, enquanto um suspeito foi preso em flagrante e outro por uma prisão cível. Além das prisões, as autoridades apreenderam cinco veículos, incluindo dois carros e três motocicletas, além de diversos eletrônicos e 201 gramas de substância similar ao crack.
A operação teve sua origem na Delegacia de Polícia de Itaara, no Rio Grande do Sul, após a identificação de uma fraude que gerou prejuízos superiores a R$ 1,2 milhão a uma casa lotérica local. A investigação foi conduzida pela delegada Carla Dolores Castro de Almeida, que ressaltou a importância das ações cumpridas nesta fase para aprofundar as investigações e responsabilizar os envolvidos.
“As medidas cumpridas nesta etapa permitirão o aprofundamento das investigações, a responsabilização dos envolvidos e o desenvolvimento das próximas fases da operação, fortalecendo o combate ao crime organizado em todo o país”, declarou a delegada.
Estrutura Criminosa Identificada
A investigação revelou a existência de uma organização criminosa com atuação em várias regiões do Brasil, responsável pela movimentação e ocultação de valores obtidos de forma ilícita. Um total de 41 suspeitos foi identificado como parte desse esquema, que utilizava uma complexa rede de operações financeiras para dispersar os recursos, dificultando seu rastreamento e a identificação dos beneficiários.
Dada a abrangência nacional da operação e a necessidade de um cumprimento sincronizado das ações judiciais, a operação contou com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), pertencente ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Este órgão facilitou a articulação entre as polícias civis envolvidas, assegurando a integração operacional necessária para a efetividade das diligências.



