Silêncio nas calçadas: o Brasil se despede dos orelhões
Com a popularização dos celulares, telefones públicos começam a ser retirados das ruas e devem existir apenas até 2028 em áreas sem sinal móvel

Símbolos de uma era em que a comunicação dependia de fichas e cartões, os orelhões estão oficialmente deixando as ruas brasileiras. A retirada dos telefones públicos marca o fim de um serviço que, por décadas, fez parte da paisagem urbana e do cotidiano da população.
Com a expansão dos celulares e da internet, o uso dos orelhões despencou, levando à desativação gradual dos aparelhos. Dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) indicam que cerca de 38 mil telefones públicos ainda permanecem no país — número bem inferior aos mais de 200 mil registrados em 2020.
O encerramento dos contratos de concessão desobriga empresas como Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica de manter a infraestrutura. A partir de janeiro, tem início a remoção em larga escala de aparelhos já inativos ou depredados. A manutenção dos orelhões seguirá apenas em localidades sem cobertura de telefonia móvel, e mesmo assim de forma temporária, até 2028.
Criado no início dos anos 1970 pela arquiteta Chu Ming Silveira, o design oval do orelhão tornou-se referência mundial e ajudou a consolidar o equipamento como ícone urbano. Agora, sai de cena como ferramenta essencial, mas permanece como memória afetiva de uma época em que ligar para casa exigia moedas, paciência e criatividade.
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