CPMI do INSS mira Lulinha após dados apontarem movimentação de R$ 19,5 milhões
Filho do presidente Lula entrou no foco da CPMI do INSS no Congresso; decisão que autorizava quebra de sigilos foi suspensa pelo ministro do STF Flávio Dino

O empresário Fábio Luís da Silva, conhecido como “Lulinha” e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, passou a ser um dos alvos das investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS no Congresso Nacional.
No fim de fevereiro, após uma reunião marcada por tensão entre parlamentares, a comissão aprovou a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telemático de Lulinha. A medida, no entanto, foi suspensa pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que anulou a decisão.
Mesmo com a suspensão, integrantes da CPMI afirmam que pretendem recorrer da decisão no Supremo. Parlamentares também discutem a possibilidade de convidar o ministro para prestar esclarecimentos à comissão.
Dados obtidos pelos investigadores indicam que Lulinha teria movimentado cerca de R$ 19,5 milhões entre 2022 e 2026. As informações fazem parte do material analisado pela CPMI no âmbito das apurações sobre possíveis irregularidades relacionadas ao sistema previdenciário.
A defesa de Fábio Luís da Silva criticou o vazamento das informações financeiras e afirmou que a divulgação de dados sigilosos antes de conclusão das investigações compromete o direito de defesa.
A CPMI segue em funcionamento no Congresso e deve continuar ouvindo testemunhas e analisando documentos nas próximas semanas.
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