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Cristian Ribera conquista prata histórica para o Brasil nos Jogos Paralímpicos de Inverno 2026

Atleta brasileiro vence medalha inédita no esqui cross-country sprint da Paralimpíada de Inverno Milão-Cortina 2026

O brasileiro Cristian Ribera conquistou nesta terça-feira (10) a medalha de prata no esqui cross-country sprint, na classe sitting, durante os Jogos Paralímpicos de Inverno Milão‑Cortina 2026. A prova foi realizada no Tesero Cross-Country Stadium, em Val di Fiemme, na Itália.

O resultado marca a primeira medalha da história do Brasil em Jogos Paralímpicos de Inverno.

Na final, Ribera liderou boa parte da disputa, mas foi superado na reta final pelo chinês Zixu Liu, que garantiu o ouro com o tempo de 2min28s9. O brasileiro cruzou a linha de chegada em 2min29s6. O bronze ficou com o cazaque Yerbol Khamitov, com 2min29s9.

Melhor resultado do Brasil no evento

Também nesta terça-feira, a brasileira Aline Rocha alcançou o quinto lugar no sprint feminino do esqui cross-country, registrando o melhor resultado já obtido por uma atleta do país na prova, com o tempo de 3min21s00.

Terceira Paralimpíada do atleta brasileiro

Aos 23 anos, Ribera disputa sua terceira edição de Jogos Paralímpicos de Inverno. O atleta já havia conquistado o sexto lugar nos 15 km na Jogos Paralímpicos de Inverno PyeongChang 2018 e a oitava posição nos 20 km em Jogos Paralímpicos de Inverno Pequim 2022.

Atual campeão da temporada 2024/2025 da Copa do Mundo da modalidade, o atleta volta à pista nesta quarta-feira (11) para disputar a prova de 10 km do esqui cross-country. Ele também está inscrito no revezamento misto, no dia 14, e na prova de 20 km, marcada para 15 de março.

Cristian Ribera tem ligação com Jundiaí desde a infância

Apesar de ter nascido em Cerejeiras, no estado de Rondônia, o atleta paralímpico Cristian Ribera construiu grande parte de sua história em Jundiaí, no interior de São Paulo.

Ribera nasceu com Artrogripose, uma condição rara que afeta as articulações e, no caso dele, comprometeu o desenvolvimento das pernas. Ainda nos primeiros anos de vida, passou por 21 cirurgias para melhorar a mobilidade e garantir mais qualidade de vida.

Quando tinha apenas três meses de idade, a família decidiu se mudar para Jundiaí em busca de tratamento médico. Foi na cidade que o atleta começou a desenvolver a relação com o esporte, inicialmente por orientação médica.

Ao longo da infância, praticou diversas modalidades, como natação, bocha, basquete e capoeira, mas foi no atletismo e no skate que encontrou maior identificação.

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