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De internações psiquiátricas à autonomia: como residências terapêuticas transformam vidas em Jundiaí

Após anos em hospital psiquiátrico, mulher reencontra autonomia em serviço da rede pública de saúde mental

A rotina tranquila de Juliana Morato, de 48 anos, hoje marcada por organização, convivência e autonomia, contrasta com um passado de longas internações em um hospital psiquiátrico no interior de São Paulo. Desde 2018, ela vive em uma residência terapêutica no bairro Jardim Liberdade, em Jundiaí, onde reconstruiu sua vida.

Juliana é uma das moradoras do Serviço Residencial Terapêutico (SRT), estrutura que integra a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do município e oferece acolhimento a pessoas que passaram anos em instituições psiquiátricas.

A unidade onde ela vive é destinada exclusivamente a mulheres e funciona com suporte integral, 24 horas por dia. Ao todo, Jundiaí conta com três residências desse tipo, cada uma com capacidade para até dez moradores.

O modelo prioriza a convivência social e a retomada da autonomia. Os residentes participam de atividades diárias, têm acompanhamento de equipes de enfermagem e cuidadores e são incentivados a reconstruir vínculos e rotinas fora do ambiente hospitalar.

Segundo profissionais da área, muitos dos moradores passaram décadas em internações marcadas pelo isolamento, realidade comum no modelo manicomial que predominou no país por anos. A mudança para o atendimento em liberdade representa uma ruptura com esse histórico.

A transformação está diretamente ligada à Reforma Psiquiátrica Brasileira, que redefiniu o cuidado em saúde mental ao priorizar o tratamento comunitário e a reinserção social.

Além das residências terapêuticas, a rede pública de Jundiaí oferece atendimento gratuito por meio dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), com unidades voltadas para adultos, crianças, adolescentes e pessoas com dependência química.

O sistema também inclui atendimentos na atenção básica, suporte psicológico, práticas integrativas e atividades coletivas, ampliando o acesso ao cuidado em saúde mental.

Para familiares, a mudança é perceptível no dia a dia. No caso de Juliana, a evolução é descrita como significativa, refletindo o impacto de um modelo que prioriza acolhimento, dignidade e reconstrução de vínculos.

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