
O influenciador digital Chrys Dias foi preso na manhã desta quarta-feira (15), em Itupeva (SP), durante a Operação Narcofluxo, que investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e transações financeiras ilegais. A ação também resultou na detenção dos cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além de outros investigados.
Chrys Dias, que possui quase 15 milhões de seguidores no Instagram, teve o mandado de prisão cumprido em sua residência, uma mansão localizada em Itupeva. Nas redes sociais, ele se apresenta como empresário de MC Ryan SP. Até a última atualização desta reportagem, a defesa do influenciador não havia se manifestado.
A operação também alcançou o interior paulista, com a prisão do influenciador Matheus Magrini, em Jundiaí. Ele é filho de Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”, preso em 2024 em outra investigação relacionada a esquemas de lavagem de dinheiro ligados ao tráfico de drogas.
Investigação bilionária
De acordo com a Polícia Federal, a Operação Narcofluxo apura a atuação de uma organização criminosa responsável por movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de mecanismos de ocultação e dissimulação de valores. Entre as estratégias investigadas estão operações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptoativos, utilizadas para dificultar o rastreamento dos recursos.
A prisão de MC Ryan SP ocorreu durante uma festa na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral paulista. Já o cantor MC Poze do Rodo foi detido em outra frente da operação. Além deles, produtores de conteúdo digital também foram alvos de mandados judiciais.
Apreensões
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos carros de luxo, dinheiro em espécie, joias, relógios de alto valor e armas, bens que, segundo as investigações, podem estar relacionados ao esquema criminoso. Esses materiais serão analisados para auxiliar no rastreamento das movimentações financeiras.
Próximos passos
Os investigados poderão responder por crimes como lavagem de dinheiro e organização criminosa, cujas penas podem ultrapassar 10 anos de prisão, além de sanções financeiras. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e aprofundar a análise das transações suspeitas.
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