
O Tribunal do Júri de Jundiaí condenou Kelvin Vinícius de Lima a 23 anos de prisão em regime fechado por tentativa de feminicídio. O caso envolve uma agressão extrema ocorrida em março de 2025, que deixou a vítima em estado crítico e com sequelas permanentes.
Segundo a investigação, o crime aconteceu após o fim do relacionamento. O acusado voltou à casa da ex-companheira sob a promessa de reconciliação, mas a atacou durante a madrugada. A vítima foi atingida na cabeça com golpes que causaram traumatismo craniano grave, incluindo perda de massa encefálica.
Ela permaneceu internada por semanas, sendo 17 dias em coma, e sobreviveu após intervenção cirúrgica. Mesmo após a recuperação, apresenta dificuldades de fala, crises convulsivas e limitações que a impedem de trabalhar.
A perícia apontou que as agressões foram intensas e realizadas sem possibilidade de defesa. O histórico do relacionamento também revelou episódios anteriores de violência e ameaças.
Após o crime, o agressor deixou o local e se apresentou posteriormente à polícia. Durante o julgamento, negou a autoria, mas o conjunto de provas e depoimentos sustentou a acusação.
O júri reconheceu as circunstâncias agravantes, como violência doméstica, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. A condenação segue a legislação atual que trata o feminicídio como crime autônomo, com penas mais severas.
O caso é considerado um dos mais graves já julgados recentemente na cidade, tanto pela violência empregada quanto pelas consequências deixadas à vítima.
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