
O dólar encerrou a sexta-feira (21) cotado a R$ 5,142, marcando sua menor cotação em mais de 10 dias e uma queda de 1% em relação ao dia anterior. Durante a semana, a moeda estadunidense registrou uma desvalorização acumulada de 1,53%. O desempenho positivo do real foi impulsionado pelo enfraquecimento do dólar no mercado internacional e pela expectativa sobre o cenário eleitoral no Brasil.
O índice DXY, que mede a força do dólar em relação a uma cesta de seis moedas, também teve queda, fechando próximo a 98,856 pontos, resultando em uma baixa de cerca de 0,80% na semana. A maior liquidez no mercado de títulos públicos dos Estados Unidos ajudou a aliviar a pressão sobre a moeda americana, beneficiando moedas de mercados emergentes, como o real.
Em contrapartida, o Ibovespa, principal índice da B3, subiu 1,85% e fechou aos 171.031,73 pontos, acumulando alta de 2,45% na semana. Essa foi a terceira alta consecutiva do índice, que atingiu seu valor mais alto desde 10 de agosto. As ações financeiras foram destaque na recuperação do índice, enquanto investidores monitoraram o fluxo de capital estrangeiro. Dados da B3 indicam uma saída líquida de R$ 22 bilhões em investimentos estrangeiros até o dia 19 de agosto.
No mercado de petróleo, o barril do tipo Brent foi negociado a US$ 94,39, com uma valorização de 0,65% (+US$ 0,61) no dia e um aumento acumulado de 6,6% na semana. As tensões entre Estados Unidos e Irã e as incertezas sobre o transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz continuam a impactar o mercado. O barril do WTI, referência norte-americana, subiu 0,26%, terminando a sessão a US$ 87,06, com uma alta de 5,6% na semana.
A continuidade das tensões geopolíticas e o impacto sobre a oferta de petróleo seguem sendo monitorados de perto pelo mercado, enquanto as negociações entre Estados Unidos e Irã permanecem paralisadas.



