Rio exonera mais de 6 mil comissionados e estima economia de R$ 221 milhões
Exonerações em massa de comissionados no Rio visam cortar despesas e combater irregularidades, com previsão de novas auditorias em órgãos estaduais

A atual gestão do governo do Estado do Rio de Janeiro exonerou mais de 6 mil cargos comissionados, reduzindo o total de 14.340 para 8.195. A previsão é que essa medida gere uma economia de R$ 221 milhões até dezembro de 2026.
Parte significativa dos exonerados não tinha acesso aos sistemas do Estado, como o SEI, e são considerados funcionários fantasmas, visto que compareciam apenas uma vez por mês para assinar a folha de ponto.
Até 21 de agosto, foram exonerados 6.145 servidores comissionados, enquanto 2.496 novos foram nomeados. A economia projetada leva em conta apenas os cargos ainda vagos.
Novas exonerações estão previstas com a conclusão das auditorias no Gabinete de Segurança Institucional e na Controladoria Geral do Estado. As nomeações recentes no primeiro escalão foram majoritariamente feitas entre servidores de carreira e avalizadas pelo Gabinete de Segurança Institucional, priorizando a eficiência e a transparência na gestão dos recursos públicos.
Além das exonerações, o governo reduziu de 32 para 28 o número de secretarias, optando pela fusão de algumas delas para melhorar a estrutura administrativa.
A gestão interina do desembargador Ricardo Couto começou em 23 de março de 2026, após a renúncia do governador Cláudio Castro, que deixou o cargo para concorrer a uma vaga no Senado Federal.
No dia 24 de março, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou Cláudio Castro inelegível. A decisão, que foi mantida em julgamento no dia 2 de junho, o torna inelegível por oito anos a partir das eleições de 2022, até 2030.



