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Búzios inaugura Banco Vermelho em homenagem a vítimas de feminicídio

Búzios presta homenagem às vítimas de feminicídio com a inauguração do Banco Vermelho, relembrando a história de Ângela Diniz e a luta por proteção às mulheres

A Secretaria Municipal da Mulher de Búzios promoveu na última terça-feira (25), na Praça dos Ossos, a ação “Búzios por Elas”, com o objetivo de fortalecer a rede municipal de proteção às mulheres e ampliar o acesso a informações sobre serviços de atendimento e orientação.

A escolha da Praça dos Ossos tem um peso histórico, pois um Banco Vermelho foi instalado em memória de Ângela Diniz, socialite assassinada em 1976, cujo caso gerou grande repercussão e é emblemático nas discussões sobre feminicídio no Brasil.

Angela Diniz, conhecida como “Pantera de Minas”, foi morta a tiros por seu companheiro, Raul Fernando do Amaral Street, o Doca Street, na casa de veraneio dela, em Armação dos Búzios, após uma discussão sobre o fim do relacionamento. O crime, que ocorreu em 30 de dezembro de 1976, chocou o país, sendo um dos primeiros marcos na conscientização sobre a violência de gênero.

No julgamento inicial, realizado em 1979, Doca foi defendido pelo ex-ministro do STF Evandro Lins e Silva, que argumentou que o crime foi cometido em “legítima defesa da honra”. Ele foi condenado a uma pena leve de dois anos de reclusão, podendo cumprir a pena em liberdade. Essa decisão gerou revolta e mobilização de movimentos feministas, originando o lema “quem ama não mata”.

A pressão social foi tão intensa que o julgamento foi anulado, levando à realização de um novo processo, onde Doca Street foi finalmente condenado a 15 anos de prisão por homicídio qualificado.

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