
Um importante debate sobre políticas voltadas à Primeira Infância ocorreu na última segunda-feira (26), no Seminário Regional da Primeira Infância 2026, realizado na UNIP de Jundiaí. O evento contou com a presença de profissionais e pesquisadores de vários municípios, promovendo a troca de conhecimento entre a ciência, a prática profissional e a gestão pública, com foco nas necessidades das crianças e suas famílias.
Durante o seminário, foram apresentados diversos estudos, incluindo iniciativas sobre a formação de enfermeiros para atender famílias de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e a criação de guias educativos sobre desenvolvimento infantil. Temas como a importância do brincar na aprendizagem e o uso da mamanalgesia, que utiliza a amamentação para aliviar a dor dos bebês durante procedimentos médicos, também foram discutidos, além dos impactos da depressão materna no desenvolvimento da criança e a relevância das visitas domiciliares.
O secretário de Promoção da Saúde, Flávio Amorim, enfatizou a necessidade de uma abordagem integrada para lidar com a Primeira Infância no Brasil. Segundo ele, a produção científica na região é fundamental para alinhar as pesquisas às demandas observadas nos serviços públicos. “É a nossa rede, articulada, que vai receber uma gestante em uma UBS, orientar uma mãe nos primeiros dias de amamentação, entre tantas outras ações que podem Impactar a trajetória de uma criança”, destacou.
Gerusa Moura, apoiadora de Primeira Infância, complementou a importância do seminário ao afirmar que encontros como este ajudam a avaliar em conjunto quais estratégias podem ser implementadas para melhorar o atendimento à população. O foco está em compreender as situações cotidianas de crianças e suas famílias e buscar melhorias nos serviços oferecidos.



