Bolsa sobe 1,3% e dólar fecha em R$ 5,15 com alta do petróleo
Alta do petróleo impulsiona Ibovespa e provoca queda do dólar, resultando em fechamento favorável para o mercado financeiro brasileiro

A alta internacional do petróleo impulsionou o mercado financeiro brasileiro, com o dólar fechando em R$ 5,15 e o Ibovespa encerrando o dia com uma valorização de 1,3%, alcançando seu maior nível em quase quatro meses. O movimento ocorre em meio a tensões geopolíticas, especialmente entre os Estados Unidos e o Irã, que beneficiaram os ativos brasileiros, com a Petrobras se destacando entre as ações mais negociadas.
O dólar comercial caiu 0,54% na sessão desta terça-feira (1º), acumulando uma perda de 6,12% no ano. Embora tenha iniciado o dia em alta, chegando a ser vendido a R$ 5,20 após a divulgação do PIB do segundo trimestre, a moeda perdeu força ao longo do dia, refletindo a valorização do petróleo e o desempenho de outras moedas emergentes.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas, apresentou um aumento de 0,27%, finalizando a tarde com 99,681 pontos.
O Ibovespa, que fechou aos 179.722,48 pontos, destacou-se ao ultrapassar os 181 mil pontos durante a sessão, o que não ocorria desde 12 de maio. As ações preferenciais da Petrobras subiram 4,11%, enquanto as ações ordinárias cresceram 4,14%. O aumento do preço do petróleo também teve reflexo positivo nas ações de empresas ligadas ao setor, especialmente após o anúncio de um reajuste de 13,9% no preço médio do querosene de aviação pela Petrobras.
Além disso, a produção brasileira de petróleo atingiu um recorde de 4,5 milhões de barris por dia em julho, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A economia brasileira apresentou um crescimento de 0,5% no segundo trimestre em comparação ao trimestre anterior, após uma expansão de 1,1% no primeiro trimestre. Esse resultado indica uma desaceleração nas atividades econômicas, com diminuição do consumo das famílias e um desempenho mais fraco da indústria, o que alimenta as expectativas de um possível corte na taxa Selic, atualmente fixada em 14% ao ano.
Na última sessão de agosto, o mercado acionário registrou uma saída líquida de R$ 130 milhões em capital estrangeiro. No acumulado do mês até o dia 28, o saldo negativo chegou a quase R$ 18,6 bilhões.
O cenário do mercado brasileiro contrasta com o pessimismo observado em Wall Street, onde o índice S&P 500 terminou com uma queda de 0,71%. O rendimento do título de dez anos do Tesouro dos Estados Unidos também subiu, em meio a uma onda global de venda dos papéis.
Os preços do petróleo dispararam nesta terça-feira após os Estados Unidos anunciarem novos ataques contra alvos no Irã, aumentando as preocupações sobre a oferta global da commodity em meio a tensões no Estreito de Ormuz. O petróleo WTI registrou uma alta de 5,2%, chegando a US$ 90,22 por barril, enquanto o petróleo Brent fechou a US$ 94,65, com um aumento de 4,6%.



