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Rio de Janeiro registra R$ 69 milhões em prejuízos por furtos de cobre

Operação das Forças de Segurança e da Prefeitura do Rio visa combater furtos de cobre que causaram R$ 69 milhões em prejuízos nos últimos cinco anos

A Prefeitura do Rio de Janeiro e as forças de segurança realizaram uma operação conjunta com foco na desarticulação de ferros-velhos, visando reduzir o furto de fios de cobre na cidade. Nos últimos cinco anos, esse tipo de crime causou um prejuízo superior a R$ 69 milhões aos cofres públicos municipais.

A primeira ação do Núcleo Integrado de Combate a Furtos e Receptação de Cabos e Fiação de Cobre ocorreu na quarta-feira (2). A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio) registrou o furto de quase 500 quilômetros de cabos de semáforo, resultando em um prejuízo de R$ 27 milhões. Por sua vez, a RioLuz, responsável pela iluminação pública, perdeu R$ 42 milhões com o furto de mais de 1,8 quilômetros de cabos de cobre.

Os agentes inspecionaram ferros-velhos na Rua Alzira Valdetaro, no bairro Sampaio, na zona norte. Durante a operação, dois desses estabelecimentos foram desapropriados, permitindo que as áreas sejam reincorporadas ao planejamento urbano e utilizadas na implementação de políticas públicas voltadas para a regularização ambiental e urbanística.

A ação busca combater o furto de equipamentos essenciais, como cabos usados em sinais de trânsito e fiação da rede de iluminação pública, que geram transtornos significativos para a população da cidade.

“O combate também foca no receptador, para desestruturar essa cadeia logística criminosa”, afirmou o secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Belchior.

Os agentes também atuaram na Avenida Marechal Rondon, sob o Viaduto Armando Coelho de Freitas, onde demoliram uma estrutura que funcionava ilegalmente como ferro-velho.

Douglas Araújo, subprefeito da zona norte, destacou que a região do Grande Méier tem sofrido com os furtos de cabos, afetando não apenas o trânsito, mas toda a população. “Não há manutenção que dê jeito nisso enquanto ferros-velhos clandestinos estiverem abertos para receptação ilegal”, ressaltou.

De acordo com Araújo, essa rede criminosa acarreta perdas de milhões aos cofres públicos a cada ano.

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