
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou nesta quinta-feira (3) que deixará a sociedade no Instituto Iter, uma instituição privada de ensino dedicada à capacitação e pós-graduação executiva. Em uma nota, Mendonça esclareceu que nunca recebeu lucros pelo trabalho no instituto, que ajudou a fundar em novembro de 2021, quase dois anos após assumir o cargo no STF.
O ministro informou que renunciará às suas cotas e também às de sua esposa, Janei Mendonça, destinando eventuais valores para causas sociais e educacionais. Mendonça revelou que o Iter será reestruturado como uma entidade sem fins lucrativos, o que reafirma seu foco em atividades educacionais e sociais. Ele continuará a atuar na organização como professor, lecionando o curso “Arte e a Ciência da Oratória”.
A decisão de transformar o Iter foi feita em conjunto com o presidente da instituição, Victor Godoy Veiga. Ambos foram ministros durante o governo de Jair Bolsonaro, com Mendonça liderando o Ministério da Justiça e Segurança Pública entre abril de 2020 e março de 2021, e Veiga à frente do Ministério da Educação de março de 2021 a janeiro de 2023.
Segundo informações da Revista Fórum, desde sua fundação, o Instituto Iter celebrou ao menos 55 contratos com órgãos públicos de 14 estados, totalizando aproximadamente R$ 10,8 milhões. A apuração revelou que a maioria dos contratos, 54 ao todo, foram firmados sem licitação prévia.
A reportagem da Agência Brasil tentou contato com o Instituto Iter e aguarda uma resposta.



