STF mantém afastamento do diretor-geral da Polícia Federal
Supremo Tribunal Federal confirma afastamento do diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues devido a investigações sobre monitoramento ilegal

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (8) manter a liminar do ministro André Mendonça que afastou Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). A decisão foi tomada logo após a abertura de uma sessão extraordinária para analisar o caso.
Embora a maioria dos ministros reconhecesse a validade da ação de Mendonça, o julgamento foi interrompido devido a um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, que ocorreu no início da sessão, às 10h. Nesse meio tempo, a decisão que afastou Rodrigues e o delegado Leandro Almada, diretor de inteligência da PF, permanece em vigor.
Os ministros Luiz Fux e Nunes Marques anteciparam seus votos a favor da manutenção da liminar, somando-se a Mendonça e formando uma maioria de três votos entre os cinco membros do colegiado. O ministro Dias Toffoli também participa da Segunda Turma.
A decisão de Mendonça para afastar Rodrigues foi em resposta a um pedido do partido Novo e se fundamentou em um suposto monitoramento ilegal que teria afetado tanto ele quanto o advogado-geral da União, Jorge Messias, durante o mês de agosto. O caso foi revelado após o ministro Alexandre de Moraes tornar público um dos relatórios de inteligência que documentam a ação.
Moraes alegou que Mendonça poderia estar cometendo abusos de autoridade ao direcionar investigações da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras e corrupção envolvendo o Banco Master e seu ex-proprietário, Daniel Vorcaro.
As mensagens recuperadas do celular de Vorcaro, que a PF afirma terem sido enviadas ao ministro Moraes, sugerem uma relação próxima entre eles. Uma das mensagens indica que Moraes teria recebido e editado um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório da esposa do ministro, a advogada Viviane Barci de Moraes. Além disso, Vorcaro procurou Moraes em busca de informações sobre uma possível operação da PF contra ele, embora Moraes tenha negado qualquer contato.



